“Ladrilhos de Areia e Vento”, exposição de pintura e fotografia, da autoria de Helius Horta está patente ao público desde o dia 11 de dezembro na sala de Exposições da Biblioteca Pública da Horta.
Helius Horta, já realizou algumas exposições, sendo esta a primeira de maior dimensão. A ideia de pintar os “ladrilhos” da cidade da Horta já vem desde os tempos em que estudava em Lisboa e o convite do Diretor da Biblioteca Publica e Arquivo Regional João José da Graça, Luís São Bento, deu o mote para que o tema voltasse aos seus trabalhos.
O autor revela que escolheu este tema já que “ é uma arte que passa despercebida e que tem muito por onde explorar”. Além do acrílico, material com que costuma trabalhar, utilizou nas suas obras a areia e também recorreu ao tradicional “croché”.
Para além de composições mais realistas em que pinta com pormenor e minúcia as pedras dos ladrilhos, muitas das obras jogam com as simetrias e os padrões dos “ladrilhos”, reinterpretando-os cromaticamente, onde predominam o vermelho, azul e amarelo.
Helius Horta quis fazer um enquadramento teórico do seu trabalho, baseando-se no livro do Dr. Carlos Lobão, intitulado “ Os Ladrilhos da Cidade da Horta”, de 2003.
Solicitou apoio à Câmara Municipal da Horta para a execução de um painel de calçada denominado “Cobra”, efetuado pelos calceteiros da edilidade, bem como na cedência de alguns moldes de madeira e do maço usado pelos ajudantes de calceteiros na execução desta “arte pisada”. O objetivo deste enquadramento e da exposição dos moldes de madeira é “ para as pessoas terem uma noção de como se faz a nossa calçada”, salienta o artista.
A execução das peças que estão em exposição levou cerca de dois meses, sendo as 3 últimas obras expostas as que mais jogam com as cores dos ladrilhos, que costumam ser a preto e branco, mas o autor jogou com as simetrias dos “ladrilhos” reinterpretando cromaticamente a tradicional calçada portuguesa da cidade da Horta.
Hélio Silveira, com o heterónimo de Helius Horta, autor da exposição tem 33 anos, é natural da Horta e desde cedo manifestou aptidão para o desenho e pintura, tendo optado pelo Agrupamento de Artes.
Em 2001 realizou a sua primeira mostra, onde exibiu as maquetes que executou de habitações tradicionais da ilha do Faial, nomeadamente da Ribeirinha, e de pintura em vasos de barro, inspiradas no sismo de 1998.
Em 2003 foi para Lisboa onde frequentou dois cursos de ensino profissional, e mais tarde concluiu a Licenciatura em Marketing, Publicidade e Relações Públicas.
O artista já realizou várias mostras de pintura, em 2003 em Aveiro, em 2004, 2007 e 2008 na cidade da Horta e em 2006 em Lisboa.
Em 2009 regressou ao Faial, onde atualmente desenvolve a sua atividade profissional como Designer Gráfico e Gestor de Redes Sociais.
Passados 7 anos desde a sua última mostra e cinco anos ausente da pintura, regressa com esta exposição, que classifica como “a primeira de grande dimensão” e que está aberta ao público até dia 30 de janeiro de 2016.