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10
maio

"1926 História de um Terramoto" – Um livro que retrata a catástrofe que assolou o Faial

Escrito por  Tatiana Meirinho
Publicado em Cultura

“1926 História de um Terramoto” é livro da autoria de José Medina Garcia, resultado de um trabalho de investigação que demorou cerca de três anos a recolher toda a informação necessária.


O livro recupera a história do terramoto que aconteceu na ilha do Faial há 90 anos atrás, uma das maiores catástrofes que assolou a população faialense, e que permite trazer à memória, principalmente dos mais jovens que apenas têm conhecimento do recente terramoto de 1998.
O trabalho que José Medina Garcia disponibiliza ao público é fruto de uma investigação que procura dar ao público a possibilidade de conhecer a memória cientifica e histórica do acontecimento trágico de 1926.


“1926 História de um Terramoto” reúne um vasto conjunto de fotografias, documentos e notícias da época, que foram maioritariamente difundidas através dos cabos-submarinos e publicadas na imprensa mundial. O autor explicou que para adquirir a informação teve de se inscrever em vários sites que continham artigos do acontecimento, e entrou em contato com várias bibliotecas espalhadas pelo mundo para recolher artigos noticiosos e documentos relativos com este terramoto.


José Medina Garcia compilou todo o material por ordem cronológica das atas e jornais, que noticiavam a catástrofe que na época decorria no Faial e estavam espalhados pelos Açores, por Portugal, Espanha, Itália, Bolívia, Inglaterra e Estado Unidos.
O autor explica que muitas pessoas pensam que o sismo de 1926 ocorreu apenas a 31 de agosto, e explica que houve dois terramotos nesse ano, um na data referida e outro a 5 de abril, e referiu ainda que nos jornais que encontrou da ilha do Faial, essa informação não é explicita e que apenas dá conhecimento do segundo abalo. José Medina Garcia diz que a maior recolha de informação acerca do sismo de 5 de abril foi feita na biblioteca do Brasil, em jornais que tinham muitas noticias sobre os Açores.


Outro dos locais onde adquiriu material para a sua investigação, nomeadamente documentos e fotografias, foi no Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças. Grande parte das fotografias demonstram a destruição das freguesias mais afetadas pelo sismo, passando pela Praia do Almoxarife, Conceição, Flamengos, Feteira, Matriz e Angústias.

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