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19
maio

#sómaisMúMa O MúMa transfigurou-se!

Escrito por  TI
Publicado em Cultura

Este ano o MúMa foi sinónimo de Música em Maio.
A 3ª edição mudou de formato, passou a festival e trouxe um fim de semana prolongado de boas vibrações ao Teatro Faialense!
A Associação cultural Música Vadia,em co-produção com a CMH/UrbHorta, com o co-patrocínio da Direção Regional da Juventude, o apoio da SATA e a colaboração do Bar do CNH, Bar do Teatro, Tribuna das ilhas e imagem do FAZENDO, tomou de assalto o Teatro Faialense e a rua frontal.
O evento apresentou um cartaz forte, representativo do que de melhor se faz na música Portuguesa. Quem por lá passou e assistiu aos concertos, numa plateia despida de cadeiral, mas bem composta por uma calorosa moldura humana, não ficou indiferente!
Na quinta-feira o projecto Medeiros/Lucas, do faialense Pedro Lucas, abriu as hostes mostrando pela primeira vez na nossa ilha o mais recente trabalho “Terra do Corpo”. Foi um concerto memorável, não só pela extraordinária riqueza sonora, a que de resto já nos habituou, com excelentes performances do também faialense Augusto Macedo e do magnifico baterista/percussionista Ian Landeros, mas também por ter contado com a magnetizante voz de Selma Uamusse como convidada.
Foi um arranque escaldante que deixou quem lá esteve ansioso pelo dia seguinte.
Na sexta ouviu-se Samuel Úria, acompanhado pela sua banda, que é um exemplo de excelência enquanto compositor e letrista. Trouxe uma linguagem trabalhada e assertiva que enaltece a língua portuguesa vestida com belíssimas baladas e tonalidades roqueiras. Roque enrole do melhor!
A noite foi coroada ainda com um DJ Set de Luís Varatojo.
A última noite foi arrebatada pela energia contagiante e sonoridades africanas de Selma Uamusse… É difícil descrever o que o público sentiu! Selma entrou em palco e rapidamente rendeu o público à sua voz, à sua dança, ao seu magnetismo! O mau tempo não deixou o seu baterista vir, mas à ultima da hora o Tiago Ramos, que tocou na noite anterior, assumiu o posto, e ninguém, à excepção dos restantes elementos da banda deram conta de que conhecera as músicas apresentadas um par de horas antes!
Deste 13 de Maio de Fátima e do Papa, do Tetra do Benfica e do “fado” do Salvador ainda houve tempo para mais um milagre… Apareceram umas agulhas de gira-discos que permitiram a fantabulástica e espantagnânime performance do DJ Rubi Tocha Dá Baile!
Valeram a pena os 12Kg de Vynil que atravessaram o Atlântico e deram à plateia do Teatro Faialense a glória de outros tempos!
Foram noites inesquecíveis, de partilha, de confraternização, de boa música e de pura animação!
Será inevitável - para o ano o Faial vai querer mais MúMa! g

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