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18
maio

O Faial e a Periferia Açoriana nos Séculos XV a XX - Sucesso do Colóquio prende-se com a dedicação de dezenas de investigadores

Escrito por  Flávia Taibo
Publicado em Cultura

O XII Colóquio – O Faial e a Periferia Açoriana nos Séculos XV a XX realizou-se esta semana na Horta e na vila das Velas e juntou cerca de quatro dezenas de investigadores de instituições nacionais e estrangeiras sobre o tema “Assistência e Caridade nos 475 anos da Misericórdia das Velas”.
Na sessão de abertura, o Presidente do Núcleo Cultural da Horta manifestou o seu orgulho e satisfação com esta sétima edição do colóquio e por todo o trabalho desenvolvido nestes 25 anos de existência.

Terminou ontem, na vila das Velas, o XII Colóquio – O Faial e a Periferia Açoriana nos Séculos XV a XX, organizado pelo Núcleo Cultural da Horta (NCH), pela Câmara Municipal da Horta (CMH), pela Misericórdia das Velas e pelo CHAM – Centro de Humanidades das Universidades Nova de Lisboa e dos Açores, que se iniciou segunda-feira no Teatro Faialense.
Sob o tema “Assistência e Caridade nos 475 anos da Misericórdia das Velas”, que celebra os 475 anos da Misericórdia das Velas, a edição de deste ano teve lugar nas ilhas do Faial e de São Jorge.
Na sessão de abertura, que teve lugar no dia 13 de maio, pelas 9h30, no Teatro Faialense, Guilherme Pinto, presidente do NCH expressou o seu orgulho e satisfação por mais esta edição do colóquio e por “25 anos de organização ininterrupta e regular deste evento dedicado à investigação, ao estudo, ao debate e à divulgação de temas dedicados às ilhas do Corvo, Faial, Flores, Pico, Santa Maria, Graciosa e São Jorge”.
Guilherme Pinto agradeceu à CMH, ao CHAM e à Misericórdia das Velas “por integrarem de forma empenhada este projeto” e às instituições que apoiam e que contribuem de forma inestimável na concretização do evento: a ALRAA, o Governo dos Açores através das Direções Regionais da Culturas, das Comunidades e do Turismo e ainda a Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça”.
Para o presidente do NCH, “o êxito e o sucesso deste colóquio devem-se também ao trabalho e competência da sua comissão científica desde a primeira hora presidida pelo senhor professor doutor Artur Teodoro Matos a quem agradecemos o empenho, a orientação e a capacidade mobilizadora que foram e são atributos essenciais para a credibilidade científica conquistada por este evento”.
O mesmo sublinhou que “a verdade é que se este colóquio atingiu já a sua sétima edição e ganhou por direito próprio o espaço assinalável no contexto das iniciativas congéneres isto deve-se sobretudo ao trabalho, ao estudo e à investigação os seus participantes cujas comunicações são o verdadeiro amago do colóquio e que se constitui muitas delas em verdadeiras referências para o estudo destas ilhas”.
A terminar o seu discurso, Guilherme Pinto revelou que apesar de ainda se estar a realizar o sétimo colóquio, o “NCL já está a trabalhar para conseguir mobilizar as indispensáveis parcerias e vontades que nos possibilitem em tempo útil, de preferência já no decurso de 2019 publicar em livro as atas das comunicações deste colóquio”.
Por sua vez, José Leonardo Silva afirmou que “a CMH incentiva e apoia iniciativas desta natureza desde a primeira hora porque considera que estas são úteis, necessárias e fundamentais para a promoção da história e da cultura do nosso concelho e ainda essenciais para a criação de futuras dinâmicas sobretudo na área da investigação”.
Segundo o presidente da CMH, a “experiência de anteriores edições tem-nos demonstrado que os colóquios e os seus boletins que são mais tarde editados servem de base para outros trabalhos de caracter histórico que vão depois surgindo fruto do cruzamento de muitos dos ensaios aqui apresentados”.
“Outra mais valia do colóquio reside no facto de ele deve ser dos poucos espaços dedicados à partilha de conhecimento que dá efetivamente voz às periferias que deixa perceber e entender o dia a dia das nossas comunidades nas suas mais variadas dimensões”, sublinhou o edil.
De acordo com José Leonardo, “não há dúvidas do que a ilha do Faial e os Açores são ricos do ponto de vista da sua história e da sua cultura e que em tantas vertentes se cruza com a história das relações europeias e transatlânticas nas mais variadas áreas”, pelo que “é fundamental que os acontecimentos históricos não sirvam apenas para serem comemorados, mas que sejam encarados enquanto oportunidades de promoção e de divulgação das entidades locais”.
Neste sentido, o Executivo anunciou que a CMH “criou uma comissão para promover em 2019 os 100 anos da primeira travessia aérea transatlântica pelo NC4 de Albert Read que amarou no aeroporto marítimo da Horta a 17 de maio de 1919”.
Com esta iniciativa o Município quer que “os mais novos se envolvam e percebam a importância daqueles acontecimentos, que estes acontecimentos cheguem enquanto informação a quem nos visita e ainda que perdurem e fiquem sempre associados a uma ilha e a uma região que preza honrar a usa memória e projetar o seu futuro”.
O presidente aproveitou a ocasião para anunciar também a edição de “um levantamento histórico que conta com as origens associadas ao voto municipal de Santo Cristo com 300 anos de existência da autoria do doutor Carlos Lobão que será certamente mais um contributo para contar a já distinta e intrigada história desta memorial cidade da Horta”.
Também o Secretário Regional da Educação e Cultura salientou “a realização de seis colóquios e a publicação de seis boletins de atas com mais de 4 mil páginas, quase 90 comunicações e cerca de uma dezena de conferências” nos últimos 25 anos.
“Ao longo de 25 anos através de colóquios e de publicações, o Núcleo Cultural da Horta quase permanentemente assessorado pelo CHAM elevou a periferia açoriana à condição de objeto de investigação científica” frisou Avelino Menezes.
A concluir, o governante defendeu que com resultado deste colóquio “reavivou-se a memórias das gentes enquanto integrantes de um conjunto de nove ilhas de um tamanho e de características diferentes, mas todas elas participantes ativas de um passado inequivocamente comum e de um futuro certamente comum”.

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