O passado sábado foi de festa para o Grupo Folclórico e Etnográfico de Pedro Miguel (GFEPM) que soprou 35 velas.
Para celebrar esta importante data o Grupo abriu as portas da sua Casa Etnográfica, um projecto que nasceu há cerca de 10 anos e que caminha a passos largos para a sua conclusão.
É com persistência e dinâmica que o GFRPM ao longo destes 35 anos tem zelado por preservar as tradições, nomeadamente o folclore e as chamarritas.
Em dia de festa, a Presidente do Grupo, Marlene Bettencourt, falou um pouco da história do grupo, dando principal destaque à presente prioridade do GFEPM, que é a conclusão da sua Casa Etnográfica, que considera ser “uma mais-valia para a freguesia e para a Ilha do Faial”, uma vez que reproduz as vivências dos nossos antepassados.
No jantar convívio de aniversário, estiveram presentes, para além dos elementos que compõe o grupo, Frederico Cardigos, director regional dos Assuntos do Mar, em representação do Governo Regional e Alzira Silva, vereadora da Câmara Municipal da Horta.
Alzira Silva felicitou o grupo pelo seu dinamismo, enaltecendo o trabalho desenvolvido, como fonte de divulgação da freguesia de Pedro Miguel e do Faial, em prol das nossas tradições que considera ser “o elo de ligação entre o nosso presente, com o nosso passado”.
A finalizar a vereadora deixou uma palavra de estímulo ao GFEPM, para que “continuem a trabalhar como até agora e sempre com o mesmo sucesso”.
Já Frederico Cardigos destacou igualmente o trabalho que GFEPM realizou com Casa Etnográfica. Para o director regional dos Assuntos do Mar, esta casa representar “a alma dos povos das populações da freguesia e do Faial” e vai revelar-se como “um pólo estratégico para o desenvolvimento dos Açores em termos turísticos”.
Esta opinião é igualmente partilhada por Norberto Terra Carlos, Presidente da Junta de Freguesia de Pedro Miguel, que considera que esta colectividade como, “a que mais tem contribuído para dar a conhecer o nome, da Freguesia, do Faial e dos Açores”.
No entender do autarca, a Casa Etnográfica foi talvez o projecto mais difícil que o Grupo teve em mãos, mas que se revela como uma obra “de grande interesse cultural”, na medida em que “representa os viveres dos nossos antepassados”, disse.