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29
abril

“Os Rapazes dos Tanques” apresentado na Horta

Escrito por  Alexandra Figueiredo
Publicado em Cultura

Na passada segunda-feira, 28 de abril, decorreu o lançamento do livro “Os rapazes dos Tanques”, no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho.

O fotógrafo Alfredo Cunha (iniciou a sua carreira em fotografia de reportagem em 1971 no Notícias da Amadora. Seguidamente colaborou com O Século e O Século Ilustrado  (1972), a Agência Noticiosa Portuguesa – ANOP (1977) e as agências Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). 
Foi fotógrafo dos presidentes da República António Ramalho Eanes e Mário Soares. Foi editor de fotografia no jornal Público, no Grupo Edipresse, na revista Focus, no Comércio do Porto e no Jornal de Notícias. Colaborou com Ana de Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Foi diretor de fotografia da agência Global Imagens. Atualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais) e o jornalista Adelino Gomes (jornalista durante 42 anos, na rádio, na televisão e na imprensa escrita e foi provedor do ouvinte da RDP (2008-2010). ,foram os responsáveis pela elaboração do livro.

Este livro, impresso pela Porto Editora, foi criado com o intuito de retractar de uma forma mais pessoal o 25 de abril. Nele, o jornalista e o fotógrafo, relatam, cada um com a sua arte, a versão que vivenciaram do 25 de abril.

“Os Rapazes dos Tanques” oferece imagens e testemunhos exclusivos de 32 homens (oficiais, sargentos e praças) que estiveram frente a frente no Terreiro do Paço e no Carmo, no dia 25 de Abril de 1974 a partilhar aquela que foi uma experiência única.

As fotografias de Alfredo Cunha e as entrevistas de Adelino Gomes pretenderam que os cidadãos, maioritariamente anónimos depois daquele dia, revivessem aquelas horas e percebessem as dúvidas, os receios, a ansiedade, a tensão, a esperança, as alegrias vividas, e perceber, também, o que esses homens pensam sobre o país, quarenta anos depois. 

Segundo o jornalista “pela primeira vez, é dada voz a furriéis e cabos que não obedeceram às ordens de fogo do brigadeiro comandante das forças fiéis ao regime – um ato de justiça aos que estando, numa primeira fase, na defesa do regime arriscaram a vida e souberam estar à altura do desafio. Entre eles está o cabo apontador cuja ação Salgueiro Maia considerou decisiva para a vitória das forças revoltosas.  Os Rapazes dos Tanques simboliza em Salgueiro Maia e em todos eles a homenagem que Portugal presta, quarenta anos depois, aos militares que derrubaram a ditadura.” discursou Adelino Gomes.
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