Partiram a 26 de julho os 15 veleiros inscritos na XXVII Atlantis Cup - Regata da Autonomia. A primeira etapa, patrocinada pela BMW – Auto Açoreana, uniu Vila do Porto, em Santa Maria, a Ponta Delgada, em São Miguel.
O primeiro percurso da mais renomada regata açoriana, com 57 milhas náuticas, começou às 13h00 de domingo com o vento a rondar os dez nós. A baliza de desmarque foi rondada pelo Soraya, comandado por Frederico Rodrigues, em primeira instância, seguindo-se o 4Xcape, de Luís Quintino, e passando em terceiro o Pagode, de Francisco Ribeiro.
Pelas 01h42 de dia 27 chegou a Ponta Delgada a primeira embarcação, a 4Xcape de Luís Quintino. Seguem-se, na tabela classificativa da classe ORC Club,o Rift, do skipper Carlos Moniz e Mariazinha, de Manuel Enes, nas segunda e terceira posições após a primeira etapa.
“Estávamos a contar com pouco vento, mas tivemos vento a viagem toda até chegar a São Miguel. Fizemos rumo a Vila Franca do Campo e aí apercebi-me que não havia vento junto à costa. Fizemos um bordo para trás da doca e foi rezar para entrar cá dentro”, contou o velejador da Horta à organização.
Na classe Open os únicos a chegar a São Miguel de motores selados, ou com recurso apenas à Vela, foram o Soraya, de Frederico Rodrigues, e Alexandre Rainha, como Orion XL, liderando de momento a tabela classificativa desta classe. Os restantes quatro veleiros da classe Open que partiram de Vila do Porto não terminaram esta perna.
Tanto a embarcação Sea Lion, do estreante Manuel Champalimaud, do Clube Naval de Cascais, como Danny Boy, de João Mota Vieira, do Clube Naval de Ponta Delgada, não tencionavam selar os motores ao longo de todas das três etapas que compõe a Regata, “uma forma descontraída de encarar a prova e aproveitar ao máximo as passagens açorianas e o simples prazer de velejar no oceano Atlântico”, ao que se lê em nota de imprensa da organização. Como o veleiro Danny Boy não terminou a primeira etapa o Sea Lion é, de momento, o único em prova que pretende continuar somente à Vela.
Antes da largada da segunda etapa são nove as embarcações que continuam em prova.
No total eram 60 os tripulantes, açorianos e continentais, que se dividiam pelas 15 embarcações desta edição da Regata da Autonomia. A frota da prova encontra-se, este ano, dividida em duas classes: a Offshore Racing Congress (ORC) e a Open, esta última não sujeita a ratings.
A segunda etapa, com o patrocínio da Quinta dos Açores, parte de Ponta Delgada a 29 de julho rumo a Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, naquela que é a maior das três distâncias a serem percorridas. O último percurso, Sail Azores, entre Angra e a cidade da Horta, inicia-se a 1 de agosto, terminando com o “habitual jantar de entrega de prémios”, dia 4, segundo nota de imprensa da organização.
“Organizada pelo Clube Naval da Horta, desde 1987, a regata proporciona a quem nela participa uma viagem única e marcante, pois para além da competição em mar, os velejadores têm a oportunidade de conhecer melhor o arquipélago açoriano e as suas gentes”, acrescenta ainda.