No ano em que assinala o seu 80.º aniversário, o Castelo Branco Sport Clube (CBSC) corre o risco de deixar de existir. Em causa está a dificuldade em mobilizar os sócios para constituir novos órgãos sociais, como explicou Humberto Freitas, actual presidente da Assembleia Geral, numa conferência de imprensa realizada esta tarde.
Dos cerca de 250 sócios do clube albi-castrense, não enchem os dedos das mãos os que compareceram às duas Assembleias Gerais já realizadas para eleger novos dirigentes. A próxima realiza-se esta quarta-feira, dia 1 de Agosto, e os actuais responsáveis dizem que, caso não surja nenhuma lista disposta a tomar as rédeas da Sociedade por mais um ano, esta será dissolvida, ficando o seu património à responsabilidade da Assembleia de Freguesia de Castelo Branco, como indicam os Estatutos.
Humberto Freitas lembra aos sócios que “o futuro da instituição está em risco” e apela à sua presença na Assembleia. A dificuldade em constituir órgãos dirigentes já se tem vindo a manifestar, tendo no entanto sido sempre possível encontrar uma solução, situação que, de acordo com o responsável, não deverá acontecer este ano, pois os sócios que actualmente integram os órgãos sociais não estão disponíveis para mais um mandato.
O presidente da Assembleia Geral do CBSC diz que está “confuso” com esta situação, uma vez que o clube se apresenta estável e não apresenta passivo financeiro.
Em termos desportivos, o CBSC movimenta 144 atletas nas modalidades de atletismo e voleibol. No vólei, por exemplo, arrecadou dois segundos lugares na Série Açores, em Iniciados e Seniores femininos.
José Almeida, presidente da Direcção cessante, recorda que, para além da componente desportiva, o CBSC se destaca na vida da freguesia pela componente social e cultural, sendo disso exemplo os Bailes e Matinés de Carnaval ali organizados, que deixarão de se realizar se a instituição for extinta.
Com a dificuldade em reunir sócios em torno do clube, os seus responsáveis têm de multiplicar-se para assegurar todo o trabalho associado à actividade desportiva. O transporte dos atletas para os treinos e competições, por exemplo, toma muito tempo e energia. No entanto, assegura José Almeida, trata-se de um trabalho “gratificante”.
Os responsáveis lembram ainda que a freguesia foi muito recentemente dotada de um novo Pavilhão, pelo que estão reunidas todas as condições para continuar a dinamizar a actividade desportiva do CBSC.
A tudo isto acresce o facto do CBSC possuir sede própria, que, como lembra o presidente cessante, é o resultado de “muito trabalho” de anteriores sócios.
Com o intuito de mostrar que a situação é séria, fortalecendo o apelo para que compareçam na reunião de quarta-feira, a Mesa da Assembleia Geral vai fazer chegar aos sócios uma carta onde explica a situação e alerta para a séria possibilidade de desaparecimento do clube.