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26
julho

Vela de Cruzeiro: Atlantis Cup zarpa no domingo

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Publicado em Desporto

A Atlantis Cup - Regata da autonomia zarpa de Santa Maria este domingo, tendo como destino final o Faial, onde deverá chegar no arranque da Semana do Mar. A mítica prova, que liga Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial, assinala em 2013 o seu 25.º aniversário.

As bodas de prata serão comemoradas em grande, com a participação de barcos do cruzeiro do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada aos Açores. Com 40 embarcações já inscritas, envolvendo cerca de 170 velejadores, esta promete ser uma das mais memoráveis regatas dos últimos anos nos Açores.

A largada este domingo da vila do Porto, em Santa Maria, marca o início de uma aventura de 273 milhas náuticas para as embarcações inscritas na 25.ª edição da Atlantis Cup. A Regata da Autonomia passará por São Miguel e Terceira antes de terminar a viagem no Faial, para abrir em beleza a Semana do Mar, contribuindo para que esta se afirme uma vez mais como o maior festival náutico do país. 

 Em 2012 o Xcape, do skipper Luís Quintino, sagrou-se vencedor da prova na classe ORC, enquanto que o Soraya, de Frederico Rodrigues, venceu na classe Cruzeiro. Este ano as embarcações faialenses estão de volta à prova para tentar revalidar a vitória, no entanto têm pela frente o que se prevê ser uma das mais competitivas regatas de sempre.

Para o Clube Naval da Horta (CNH), a celebração do 25.º aniversário da Atlantis Cup é talvez o ponto mais alto de toda a actividade náutica prevista para 2013. “A Atlantis Cup foi a primeira (e durante muitos anos única) iniciativa organizada que tinha por objetivo primeiro juntar os barcos de cruzeiro dos vários portos dos Açores, tendo também a participação de barcos nacionais e internacionais”, lembra José Decq Mota, presidente da Direção do CNH.

Na altura de comemorar os 25 anos da regata que actualmente liga quatro ilhas açorianas, a agremiação náutica faialense quis apostar na sua revitalização e na angariação do maior número possível de participantes. Para tal, é esperada a participação de barcos que integram um cruzeiro da Associação Nacional de Cruzeiros e do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada aos Açores, e foi também feito um esforço para mobilizar os participantes nas primeiras edições da prova. 

 O resultado deste esforço foi a mobilização de uma frota de dimensões pouco comuns nos anos mais recentes, com barcos do Faial, da Terceira e de São Miguel mas também do Continente, da Madeira, da Holanda, da Inglaterra, da França e dos Estados Unidos. Está confirmada a presença de 40 embarcações na prova.

José Decq Mota confessa que o CNH se “atirou de cabeça” para esta Atlantis Cup. No entanto, isso só aconteceu porque foi possível reunir as condições económicas para tal. Ainda antes do final de 2012 foram assegurados os patrocínios da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e da Liberty Seguros, bem como uma série de outros apoios, de instituições como a Portos dos Açores, a SATA, a Direção Regional do Turismo ou a Associação Regional de Vela dos Açores. 

 Com os apoios estabelecidos, foi possível começar cedo a mobilizar participantes para a prova, bem como a promovê-la. Neste último aspecto, a presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (que também comemorou 25 anos em 2013) foi, para Decq Mota, muito importante.

 Em grande na Atlantis Cup 2013 espera-se que esteja a frota faialense que, de acordo com o presidente do CNH, está em ascensão, com quase 20 barcos matriculados, dos quais nove irão participar nesta Atlantis Cup: “as pessoas têm feito um esforço para adquirir barcos, melhorá-los e melhorar os equipamentos”, explica, apresentando um factor que contribui para a existência de uma frota de vela de cruzeiro muito significativa numa ilha como o Faial, com cerca de 15 mil habitantes: “há aqui uma situação especial que motiva a aquisição de barcos, pois gera-se na ilha uma espécie de mercado de ocasião, motivado pelo elevado número de escalas que temos. Surgem aqui oportunidades de negócio, para barcos em segunda mão, que não se encontram noutros locais. É relativamente fácil encontrar aqui navegadores dispostos a fazer negócio”, explica. O apego especial dos faialenses ao mar é outra das justificativas para a elevada quantidade de barcos na ilha.

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