Amanhã, sábado, o Sporting da Horta entra em casa para o primeiro jogo do Campeonato Nacional da Primeira Divisão. Os faialenses arrancam em casa, frente ao Madeira SAD, num encontro agendado para as 21h00 no Pavilhão da Horta.
Em relação à época passada saem Filipe Martins, Irineu Gomes e Rui Alves. Em tempos de crise não há lugar para contratações de peso e é à formação que o treinador Filipe Duque vai buscar reforços. Ao Tribuna das Ilhas, o técnico falou das expetativas para a temporada que agora arranca.
Na época passada o SCH classificou-se em sexto lugar no Campeonato Nacional, tendo garantido o objetivo da época – a manutenção na primeira divisão – na fase inicial, competindo no grupo dos seis primeiros na fase final da prova. Este resultado superou as melhores expetativas da equipa e deixou clube e adeptos satisfeitos. No entanto, para Filipe Duque, não permite levantar a fasquia para a época que agora arranca. Com a saída de alguns atletas experientes e importantes para a equipa, o SCH está em contra-ciclo com os adversários, que mantiveram os principais atletas dos plantéis ou reforçaram-se com jogadores que contam já com experiência na primeira divisão. Além disso, como explica Filipe Duque, também as equipas recém-chegadas à primeira divisão (ISMAI e Passos Manuel), estarão mais fortes do que as que subiram na época passada.
Os juniores João Melo, Wilson Costa e Bernardo Rosa, que integraram a equipa de juvenis do clube que se sagrou campeã nacional da segunda divisão, foram a aposta de Filipe Duque para colmatar as saídas, assim como Jorge Silva e Joaquim Mendonça, que já tinham participado na pré-época da equipa principal no ano passado.
Sobre estes reforços, o técnico realça a sua grande qualidade mas lembra que, como todos os atletas destas idades, “não estão ainda preparados a nível competitivo”.
Se a juventude pode ser uma ameaça à prestação do SCH, pela inexperiência dos atletas, a verdade é que pode também ser encarada como uma oportunidade, já que permite ter na primeira divisão uma equipa a atuar com uma maioria de atletas faialenses. Esta “açorianização” – chamemos-lhe assim – do SCH tem sido um processo gradual, ditado pelas contingências financeiras que não permitem aventuras no mercado, mas para o qual o clube está preparado pela aposta que tem feito na formação: “a nossa formação tem estado a trabalhar muito bem. No ano passado voltámos a ter uma série de vitórias nos campeonatos regionais, temos uma participação contínua de todos os escalões nas fases nacionais, os juvenis foram campeões nacionais da segunda divisão e vamos tentar rentabilizar estes jovens, para entrarem numa situação competitiva que está a léguas de distâncias daquilo a que estão habituados”, explica Filipe.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 06.09.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário