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26
março

Rotas TAP para Faial e Pico correm risco de serem deficitárias

Escrito por  AG
Publicado em Local

Desde que rebentou na comunicação social a informação de que a TAP iria abandonar as rotas para o Faial e Pico, que passam a ser dominadas pela SATA, as reuniões entre entidades governamentais, comerciais e as transportadores aéreas em causa multiplicaram-se.

Agora foi o porta-voz da TAP, André Soares a prestar declarações ao jornal diário de referência na região, o Açoriano Oriental, dizendo que “analisados os fluxos de passageiros nos voos diretos entre o continente e as ilhas do Pico e do Faial, e as novas obrigações de serviço público, a rentabilização das rotas era difícil”, razão pela estas corriam risco iminente de se tornarem deficitárias para os cofres da companhia área nacional dai o adeus.

Soares desmitificou a crença de que a decisão da TAP foi causada pelo reforço já conhecido das ligações para a ilha de São Miguel, afastando a existência de uma relação direta entre os dois fatores. “A solução encontrada é a que permite servir todos os interesses”, principalmente os da população, acredita o porta-voz.

Segundo consta do caderno de encargos a operação para a ilha do Pico sofre um reforço de um voo semanal para dois ou mais e para o aeroporto da Horta passa de quatros voos por semana assegurados a ter cinco ou mais assegurados, disse o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, à cerca de um mês.

Ao abrigo das novas obrigações de serviço público as rotas que unem o Faial, Pico e Santa Maria a Portugal Continental mantêm as obrigações enquanto as rotas entre as ilhas de São Miguel e Terceira passam a  estar liberalizadas a partir de 29 de março.

Ao que se sabe até ao momento as companhias áreas Ryan Air e EasyJet já se encontram a vender bilhetes para a rota que passam a ter com Ponta Delgada ,além da SATA que já a cobria e do reforço das ligações por parte da TAP. Segundo a notícia avançada pelo Açoriano Oriental a decisão do reforço dos serviços da companhia entre São Miguel e os aeroportos continentais deveu-se à “experiência noutras rotas com concorrência das companhias aéreas de baixo custo”, que “geram tráfego para as companhias aéreas ditas “tradicionais”.

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