Segundos dados facultados pelo presidente da Casas Açorianos ao Tribuna das Ilhas, no Faial existem 12 unidades associadas, que totalizam cerca de 154 camas. Estes números fazem da ilha azul a terceira ilha a nível Açores com maior número de empreendimentos desta tipologia pertencentes à associação.
A vizinha ilha do Pico conta com 9 casas reconhecidas pela Associação, com 117 camas, acrescendo-se mais quatro alojamentos aprovados em São Jorge.
Para Gilberto Vieira, presidente da Casas Açorianas – Associação de Turismo em Espaço Rural, o “mercado do Triângulo tem um grande potencial para se promover utilizando essa diferença de qualidade”, devendo por isto haver uma manutenção no investimento ao nível da qualidade da oferta e na promoção deste micro destino quer nacionalmente quer internacionalmente.
Do Faial as 12 unidades reconhecidas são: a Quinta das Buganvílias, as Casas do Areeiro, as Casas do Capelo, a Casa dos Capelinhos, o Casal do Vulcão, as Casas da Fajã, as Casas d’Arramada, a casa do Capitão, a Quinta da Abegoaria, a Quinta do Canto, a Casa da Japoneira e a Quinta da Meia Eira.
Tribuna das Ilhas falou com Gilberto Vieira, para perceber quais as mais valias que este tipo de oferta traz ao setor turístico açoriano.
Entre a sustentabilidade, genuinidade e a experiência diferenciada são várias as razões que levam este terceirense, ele próprio proprietário de uma habitação do género na ilha Terceira, a defender “com unhas e dentes” o turismo rural numa região em que, dos últimos anos a esta parte, se tem visto esta modalidade crescer exponencialmente.
O projeto Casas Açorianas surgiu em 2000 após alguns anos em incubadora. O presidente e visionário, Gilberto Vieira, vê esta associação como uma forma prática de “aglutinar unidades de turismo rural para ter alguma expressão em termos promocionais, uma oferta com grande genuinidade e autenticidade dos Açores”.
A criação da organização serviu essencialmente para que estas associadas pudessem ter “algum impacto e se conseguissem promover” de forma mais eficaz, uma vez que “pela sua dimensão e pelo seu budget, embora tenham uma alma grande e uma imagem muito forte” no mercado seria mais difícil atingir a projeção internacional e relevância que têm atualmente se se tivessem mantido a trabalhar de forma autónoma.
A presença em feiras do setor turístico tem sido aposta recorrente, segundo diz o presidente da associação, pois permite aos operadores e aos potenciais turistas “perceber o produto específico, autêntico e genuíno que são os Açores. Estes alojamentos são onde mora a realidade açoriana, e estas presenças ajudam não só a promover as nossas casas mas também o nosso destino, caraterizado pela preocupação ambiental e pautado por um cariz familiar”.
Processo de classificação próprio
Gilberto Vieira adjetivou a associação de “pioneira”. Porquê? Porque no que a preocupações ambientais diz respeito a Associação de Turismo em Espaço Rural da região já possuí há alguns anos um processo de classificação autónomo e independente, pelo qual todas as interessadas em se associar têm de passar. Posteriormente há todo um processo burocrático de licenciamento por parte da direção regional do Turismo e demais instâncias governamentais regionais.
“Temos um processo de classificação e certificação de qualidade, em que os parâmetros relativos a preocupações ambientais e sustentabilidade fazem parte dessas regras”, facto que segundo o terceirense é catalisador para uma maior facilidade em obterem os prémios Chave Verde, sob égide Associação Bandeira Azul da Europa, ou o Miosótis, a nível regional, que distinguem os estabelecimentos pelas suas boas práticas do ponto de vista ambiental.
O “passo relativamente simples” que as empresas têm de dar para conseguirem a atribuição desses galardão é , do ponto de vista de Gilberto Vieira, facilitado pelas variadas normas e exigências que já estão implementadas na associação. “Esses galardões atribuídos às nossas unidades são um reconhecimento pelo trabalho que temos vindo a desenvolver”, considerou.
Além do mais, este processo de certificação é, por ele visto como, uma garantia para quem nos visita.
Quando se visita um país estrangeiro, “há a tendência de procurarmos unidades convencionais de cadeias internacionais porque nos garantem um certo standard, um padrão universal de qualidade, por isso é que este processo de classificação de qualidade faz a diferença e oferece confiança e garantias” a quem escolhe passar o seu período de férias numa unidade de turismo rural e de natureza nos Açores.
LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA NOSSA EDIÇÃO EM PAPEL. PARA SUBSCREVER A ASSINATURA CONTATE-NOS PELO 292292145 OU Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.