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02
abril

O drama da infertilidade…

Escrito por  Alexandra Figueiredo
Publicado em Reportagem

A infertilidade tem sido um tema crescente por entre os casais portugueses e o Faial não foge à regra, o sofrimento na busca por um filho que demora, é sem dúvida alguma um problema que tem vindo a afetar a nossa sociedade.

Tribuna das Ilhas, não indiferente a esta problemática, foi à procura de respostas para este que, para muita gente, ainda é um tema desconhecido. Para tal contatámos o obstetra Luís Carlos Decq Mota e Nádia Amaral, uma “vítima” desta condição que tem vindo a assombrar alguns casais faialenses.

 Um casal que queira ter um bebé deve começar pela consulta de Planeamento Familiar no hospital, fazer os exames regulares para verificar se está tudo bem, e por aí começa o processo. Até que se diagnostique um caso de infertilidade, decorre algum tempo, pois segundo Luís Carlos Decq Mota, obstetra no Hospital da Horta, “o corpo da mulher passa por uma transformação quando deixa os anticoncepcionais, é preciso deixar o corpo adaptar-se a essa nova condição o que por vezes pode levar anos”. E o que acontece muitas vezes, na opinião do especialista, é que “os casais não querem esperar e partem logo para o processo de tratamento para infertilidade”, e em muitos casos acaba por se confirmar que não era infertilidade.

“São poucos os casos confirmados de infertilidade no Faial. Mulheres excessivamente programadas, com estilos de vida pouco saudáveis e a tentar engravidar cada vez mais tarde são os fatores que condicionam uma gravidez imediata e espontânea” explicou o obstetra.

“São anos a dizer ao corpo para não conceber, e por vezes, são anos para obter o processo inverso e aí falha a paciência” confessou Decq Mota.

O doutor revela que as mulheres querem engravidar cada vez mais tarde, o que influencia bastante todo este processo, “é cada vez mais habitual receber utentes no meu consultório com mais de trinta anos, pois hoje em dia os casais querem estabilizar a vida e depois é que começam a pensar em filhos. Depois vem o stress, sabem que já não têm vinte anos e querem um filho para ontem, e na realidade as coisas não acontecem assim. Muitas das vezes o problema em não engravidar é mesmo esse, a pressão e o stress que o próprio casal impõe. Eu digo aos meus utentes: vão fazer umas férias, saiam do quotidiano! E muitas vezes é o bastante para vir a tão desejada gravidez” confessa o obstetra.

Decp Mota contou que no Faial existem alguns casais que após terem filhos através do processo de reprodução medicamente assistida, conseguiram engravidar espontaneamente o que prova “que afinal não eram casos de infertilidade mas sim de falta de paciência” confirmou o doutor em tom brincalhão.

Todavia, nos casos em que se confirma a existência de infertilidade, que são em número reduzido mas existem, os utentes são encaminhados para São Miguel, para uma clinica privada parceira do hospital, a Meka Center – Clinica da Mulher, e lá são feitos novos exames e aplicados os tratamentos necessários. 

Existem vários tipos de reprodução medicamente assistida: a Fertilização In Vitro  (FIV); a Indução da Ovulação; a Inseminação Intrauterina; a Transferência Intratubária de gametas; e a ICSI (injeção introcitoplasmática de espermatozóide). O processo através do hospital é todo comparticipado, à exceção da medicação que ronda os 600€, no caso da injectável.

 LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA NOSSA EDIÇÃO EM PAPEL OU SUBSCREVA A ASSINATURA AQUI: 

https://docs.google.com/forms/d/1U6JfFMB3hWlwT4vXhVAqO_fOXhbIeTSIew-uQV9f5OA/viewform 

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