A comunidade estudantil da Escola Básica 1,2 António José de Ávila foi o público-alvo de ações de sensibilização como forma de assinalar o Dia Mundial da Terra, 22 de abril. Tanto o Observatório do Mar dos Açores (OMA) como a Associação Geoparque Açores deslocaram-se às instalações da escola citadina para consciencializar os mais jovens.
Pelo OMA foram organizadas duas sessões de projeção de curtas-metragens, de animação ou com personagens reais, relativas às proteção do ambiente e à sua importância. As produções cinematográficas e documentais em questão fizeram parte do Festival Cine’Eco Seia 2014, um festival de caráter ambiental da cidade serrana do qual o OMA é parceiro, que conhece em 2015 mais uma extensão por três ilhas dos Açores (Faial, Terceira e São Miguel).
Os 150 alunos do primeiro ciclo que se deslocaram ao auditório a EB 1,2 António José de Ávila na primeira sessão tiveram em contacto com uma pedagogia alternativa, disse Carla Dâmaso.
A presidente do OMA propôs à Escola Básica Integrada da Horta esta possibilidade por forma a não deixar passar em branco o Dia Mundial da Terra mas essencialmente “para consciencializar de uma forma alternativa, fazer educação informal dentro de um espaço de educação formal”.
“No fundo, estas curtas-metragens são cinema, é aliar a arte à transmissão de uma mensagem importante”, declarou Dâmaso.

Carla Dâmaso, do OMA
O Geoparque Açores, por sua vez, aproveitou a oportunidade e juntou as comemorações ao Dia Nacional do Património Geológico e apresentou a uma turma do 5º ano um Guia Infantil das Rochas dos Açores, guia este lançado simultaneamente em algumas ilhas dos Açores, sendo posteriormente oferecido a todas as escolas da região.
Filipe Gonçalves, funcionário do Geoparque, lembrou que um dos motes da associação passa por promover e divulgar a geodiversidade do arquipélago. “Partindo desse ponto é-nos muito importante neste momento desenvolver um conjunto de conteúdos para a comunidade estudantil, temos de começar a incumbir-lhes um conjunto de ideias e sensibilizá-los para o que está em seu redor”, acrescentou.
Quanto ao guia, Gonçalves vê-o como uma forma de “colmatar um conjunto de lacunas” e atingir de forma mais incisiva “esta faixa etária” mostrando-lhes “o que se encontra ao seu redor para que, à medida que forem crescendo, tenham sempre presente o que está à sua volta e tenham uma maior interligação com o seu meio”.
Tendo o basalto como “a rocha” da região, por todas as ilhas serem de origem vulcânica e daí parte indissociável da paisagem e património geológico açoriano, Jorge Ponte, também do Geoparque Açores, frisou esperar que a sessão “tenha um grande impacto a nível desta comunidade por forma a que os alunos possam conhecer melhor alguns elementos da vida da Terra, neste guia fazem-se referência a muitos elementos geológicos”.
O Geoparque Açores vai realizar ao longo de toda a semana variadas atividades nas nove ilhas relativas a esta temática, com sessões sobre património geológico açorianos, caminhadas e visitas de estudo a geossítios.

Jorge Ponte e Filipe Gonçalves, responsáveis pela sessão do Geoparque