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23
abril

Oposição denuncia CMH não se assume como motor de desenvolvimento do concelho

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Publicado em Local

Os vereadores eleitos pelo PSD/CDS-PP/PPM, analisaram o Relatório de Gestão e a Prestação de Contas relativos ao exercício de 2014  e, no final da reunião, mostraram-se preocupados face ao documento, votaram contra o Relatório de Gestão e abstiveram-se no documento de Prestação de Contas relativos ao ano de 2014.

 

“Este Relatório de Gestão confirma que em mais um ano a Câmara Municipal da Horta continua a não se assumir como o verdadeiro motor do desenvolvimento do concelho, na medida em que se verifica que um conjunto de investimentos estruturantes para o desenvolvimento do Concelho são ano após ano adiados e outros concretizados a um ritmo muito lento que fica muito aquém das reais necessidades do Faial. Nesse domínio podemo-nos referir, entre outros, à requalificação do Mercado Municipal, ao saneamento básico, à reabilitação da rede viária municipal, aos melhoramentos do sistema de abastecimento de água, à reabilitação urbana, à dinamização do Parque Empresarial e ao reordenamento do trânsito e estacionamento na cidade”, pode ler-se na declaração de voto apresentada pela oposição.

Das preocupações que a Coligação expressou, nomeadamente com o “sistema de abastecimento público de água a execução do plano de 2014 não deu as respostas que se exigiam”.

A oposição tece ainda críticas ao facto de em relação à reabilitação  viária, nada do que propuseram ter sido iniciado.

“No campo social propusemos a elaboração da Carta Social do Concelho como um documento orientador da política social municipal, este relatório não faz qualquer referência a esse trabalho” – afirmam.

O relatório é “igualmente omisso” no que ao do Centro Municipal de Explicações, acusam, bem como alertam para o facto de não se ter concretizado a alteração do tarifário para a agricultura.

A Coligação faz ainda menção aos atrasos nos polivalentes de  Pedro Miguel e polivalente da Feteira.

“Pelo Relatório de Gestão agora em análise constatamos que existiram algumas respostas conjunturais. Porém são necessárias medidas estruturais” – defendem.

“Estes documentos também demonstram um esforço do Município em corrigir alguns aspetos que motivaram muitas críticas e muitas preocupações manifestadas ao longo dos anos pela oposição”, é frisado.

Os opositores consideram que “mais do que problemas de financiamento, os planos e orçamentos municipais padecem da falta de uma estratégia coerente e sustentada para o desenvolvimento do Faial e sofrem de opções e políticas erradas.”

“Na nossa opinião mais um ano passou e mais um plano e orçamento foi executado e o Faial não está melhor” – rematam.

 

 

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