Imprimir esta página
24
abril

Memórias da primeira ambulância no Faial e dos turnos de 24 horas

Escrito por  André Goulart
Publicado em Reportagem

Não foi há tanto tempo quanto isso. Corria o ano de 1978 quando a ilha do Faial recebeu a primeira ambulância destinada ao transporte regular de doentes – uma Mercedes. Até então, os Bombeiros da Horta já contavam nos seus meios com um veículo destinado ao transporte de enfermos mas este apenas efetuava serviços caso fossem requeridos por um médico.

Em finais da década de 70 o Serviço Nacional de Ambulância (SNA), que antecedeu o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) era a entidade responsável por assumir as rédeas da emergência médica portuguesa. Os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) eram os mandatados para prestar o apoio aos doentes com a sua Mercedes. As duas equipas, Luís Vargas e José Alberto, José Luís e Hermenegildo, foram as pioneiras no salvamento e apoio de vidas com recurso a esta ambulância. Os turnos estendiam-se por 24 horas, período de tempo longo que obrigava a um gincana na vida pessoal para se conseguir conciliar a esfera familiar com a profissional. Tudo se fez.

Mas como diz o povo “o que é por gosto regala peito” e estes quatro membros iniciais, e posteriormente também outros, serviram a população faialense com o veículo que percorreu as estradas das ilha durante nove anos, até ser substituída por uma Toyota atribuída pelo Hospital da Horta (HH). Por agora, restam as saudades.

José Alberto, um dos quatro membros iniciais, acedeu ao pedido do Tribuna das Ilhas e concedeu-nos uma entrevista. No meio de memórias, palavras sentidas e saudade indisfarçável pelo brilho do olhar, este antigo agente da PSP discorreu o seu passado ao serviço e dispor dos faialenses durante 14 anos.

“Até a essa altura não havia transporte como há agora, a pessoa adoecia e ia para o hospital pelos seus meios. Os Bombeiros tinham uma ambulância mas era raro saírem, só o faziam a pedido de médicos” recordou José Alberto. 

Para estar habilitado a tripular uma ambulância, além do curso de Socorrismo, impôs-se a necessidade de ir a Lisboa se formar em Tripulante de Ambulância. Durante largos anos da década e meia em que ocupou esta posição trabalhou um dia sim, um dia não, nos longos turnos que duravam um dia inteiro.

LEIA A NOSSA REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA. 
Lido 423 vezes
Classifique este item
(0 votos)
Login para post comentários