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19
maio

12º Dia da Freguesia da Angústias revela problemas de limites fronteiriços com Matriz

Escrito por  AG
Publicado em Local

A freguesia da Angústias, uma das três que compõe a cidade da Horta, comemorou o  seu 12º Dia da Freguesia no passado dia 18 de maio. Na sessão solene que decorreu na sede da Sociedade Filarmónica União Faialense o presidente da junta de freguesia, José Costa, lançou farpas à Assembleia de freguesia da Matriz por problemas com os limites que as separam.

Alegadamente, o órgão máximo da Matriz não aprovou um mapa que repunha “o limite histórico” das freguesias, alterado em 2007, situação esta que gerou desconforto a Costa por ver a sua  freguesia “ser prejudicada”.

Estas delimitações entre as freguesias sofreram modificações só conhecidas por José Costa em 2011,aquando dos Censos, passando para a Matriz as ruas do Moinho, Manuel Alves, Manuel Inácio Sousa e António Duarte.

“Perdemos população e perdemos área”, fatores que implicaram, consequentemente, a “diminuição das verbas do fundo de financiamento de freguesias e do IMI”, revelou o presidente da junta de freguesia das Angústias.

Perante esta situação, em conjunto com a freguesia da Matriz e técnicos da Câmara Municipal da Horta (CMH), foi elaborado um novo mapa para que fossem repostas, “com alguns ajustes”, as fronteiras entre ambas as freguesias.

Aprovado pela junta e pela Assembleia de freguesia das Angústias, o documento, que também passou na junta da Matriz, foi bloqueado  pela Assembleia de freguesia desta “por não estarem reunidas todas as informações para o efeito”.

No entretanto já decorreu uma reunião entre Aida São João e o município, disse José Costa. Prevê-se para junho a resolução desta questão.

A recuperação do Moinho da Hortheco, luta pessoal de José Costa há cerca de três anos, continua por concluir. Cedido pelo executivo à junta da freguesia, este moinho é, no entender de José Costa, “património da região”, pelo que sem impõe a sua recuperação.

“Vou esperar pacientemente que o governo cumpra aquilo que se comprometeu”, rematou Costa.

O autarca socialista mencionou na sua intervenção as diversas obras desenvolvidas, o  apoio a eventos culturais e religiosos, protocolos assinados com entidades locais e o investimento municipal do bairro Mouzinho de Albuquerque , a rondar os 700 mil euros, que visa melhorar as redes viária e de abastecimento de águas.

A inauguração da Casa do Bote não passou em branco na intervenção do presidente de junta durante a sessão solene, frisando o importante papel da localidade e da ilha na baleação.

Representantes políticas disseram ”presente”

“O bem das Angústias é um bem para a nossa ilha e é um bem para os Açores”, afirmou Ana Luís.  A Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) reforçou o papel económico, social, cultural, desportivo e religioso que a localidade teve ao longo dos tempos para a ilha e, mais concretamente, para  a cidade da Horta.

“Acredito que o mais importante de uma terra é a sua gente. Também neste campo a freguesia tem dado um contributo sólido” declarou a Presidente, sublinhando a cidadania vivida na localidade como propulsora de um melhor “espaço criativo” para os jovens, que devem utilizar os idosos como fonte “de saberes que valorização do quotidiano”.

Idos os anos áureos dos Cabos Submarinos, que deram “um excecional ritmo e cosmopolitismo” às Angústias, e “perante a evolução dos tempos” Ana Luís considera ser necessário “saber gerir os acontecimento e empreender novos caminhos, enfrentando desafios mas acima de tudo criando oportunidades”.

“Estou certa que sairemos dele [momento difícil da vida económica e social] mais capacitados para superar as complexidades que forem surgindo”, garantiu a socialista.

Luís Botelho, vice-presidente da CMH, frisou a delegação de competências levada a cabo pelo município e a ajuda às juntas da freguesia em obras de melhoria ao bem estar da população local.

 Quanto ao Dia da Freguesia Botelho saudou os habitantes locais por através da cerimónia conseguirem aprofundar “o sentimento de comunidade”.

“A vossa ligação pela vida da nossa terra e a forma como pretendem, com sentido de responsabilidade, participar nas iniciativas que digam respeito e valorizem a freguesia das Angústias e a ilha do Faial são merecedoras do nosso reconhecimento”, rematou Botelho.

O diretor regional da Pescas, Luís Costa, angustiense de nascimento, esteve presente em representação do Presidente do Governo Regional Vasco Cordeiro.

Na sua intervenção lembrou o crescimento da freguesia ao longo dos anos, em parte devido ao investimento do executivo regional nomeadamente no Bloco C dos Hospital da Horta, a construção da Escola Secundária Manuel de Arriaga, a Escola Básica António José de Ávila, e recuperação dos edifícios dos Dabney na Baia de Porto Pim,  bem como  os investimento feitos ao nível das pescas

O diretor regional destacou ainda o “papel dos autarcas” pelo “verdadeiro serviço público que prestam às populações”.

“ Apesar da proximidade que existe hoje entre o poder regional e o poder local com os cidadãos, temos nas nossas juntas o primeiro local onde as pessoas se dirigem para resolver um qualquer dos seus problemas”, reforçando os poucos meios que as juntas dispõe e o esforço em apoiar os seus governados independente das circunstâncias mais adversas.

O velejador Rui Silveira, o “menino de ouro” do Clube Naval da Horta, foi o homenageado da noite. Em sua representação esteve a mãe que recebeu a placa alusiva demonstrativa do apreço pelos feitos deste velejador de 25 anos. Todas as intervenções dos representantes políticos ressalvaram o papel deste na projeção do Faial e do arquipélago tal como a sua importância enquanto “exemplo” para os jovens.

A finalizar, dois elementos da banda “Limão & Chá Verde” marcaram presença em jeito de agradecimento pelo apoio dado pela junta de freguesia das Angústias na ajuda à deslocação da banca ao festival Angra Rock deste ano.

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