O presidente do Partido Social Democrata (PSD) Açores demonstrou “satisfação” com a abertura demonstrada por Vasco Cordeiro para que sejam discutidas propostas de reforma do sistema autonómico regional.
O parecer positivo dado pelo presidente do Governo Regional dos Açores foi conhecido aquando do seu discurso nas celebrações do Dia da Região, a 25 de maio, na ilha das Flores, onde se disse disponível para dialogar sobre propostas desta índole com o PSD.
Na conferência de imprensa que decorreu na cidade da Horta o líder partidário lembrou algumas das propostas conducentes a uma efetiva reforma e reforço do poder da autonomia Açoriana, caso da extinção do cargo de representante da República e do cargo de Ministro da República, uma “profunda alteração do regime de funcionamentos dos conselhos de ilhas”, com base em representatividade e legitimidade democrática, modificações na lei eleitoral e a redução do número de deputados e de cerca de 100 cargos de nomeação política na administração pública e no setor empresarial regional.
No que diz respeito ao desaparecimento do cargos de representante da República, os sociais democratas defendem a “criação do cargo de Presidente dos Açores , eleito por sufrágio direto” com funções detidas no momento presente pelo elo de ligação ao governo central.
Por outro lado, Duarte Freitas vê com bons olhos a atribuição da presidência do Conselho de Concertação Territorial, a ser constituído por todos os presidentes dos mais diversos conselhos de ilha, ao detentor do ambicionado cargo de Presidente dos Açores.
Outras das medidas passam pela instalação de um Conselho Económico e Social autónomo, com o presidente do organismo a ser eleito na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores que deverá também ter poder de nomeação quanto ao presidente do Serviço Regional de Estatística.
O presidente do PSD/Açores concluí reforçando a crença de que “vão nascer boas soluções para melhorar a vida dos açorianos e a forma como os Açores são governados” com as negociações e debates na definição do novo panorama da autonomia do arquipélago a realizar com o executivo regional e, concretamente, com o PS.
Em 2013 o os sociais democratas criaram um grupo de trabalho – “Autonomia do Futuro”, coordenado por Carlos Amaral. Desde então a estrutura tem reunido com representantes da sociedade civil e com partidos de diferente fações políticas para organizar as medidas que tem por necessárias.