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09
agosto

Arquitecto António Martins Naia: É um “crime” ignorar o património dos Cabos Submarinos na Horta

Escrito por  Marla Pinheiro/fotos: Susana Garcia/DR
Publicado em Reportagem
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A Horta dos Cabos Submarinos é a Horta áurea, cosmopolita e saudosa; ponto incontornável das comunicações internacionais nos finais do século XIX, inícios do século XX.

A presença dos alemães, ingleses e americanos, trazidos pelas Companhias dos Cabos Submarinos, deixou marcas inapagáveis no património da ilha e na identidade dos faialenses.         

Esse património aí está, por agora. O arquitecto António Martins Maia deixa o recado: “é preciso fazer algo para que a memória dos cabos não se fique por fotografias”. Nesse sentido, deitou mãos à obra, espicaçado pelos antigos cabo-telegrafistas, e esboçou uma ideia, com pernas para andar a transformar-se num projecto museográfico sério, dedicado aos cabos. Tribuna das Ilhas foi saber mais sobre esta ideia.

O interesse do arquitecto pelos Cabos Submarinos surgiu por acaso, como nos explicou, primeiro a partir de conversas com amigos e depois, com a curiosidade já espicaçada, através de pesquisas na Internet e em literatura da especialidade. Quanto mais se embrenhou na pesquisa, mais se foi apercebendo da importância do património dos Cabos que existe no Faial: “aquilo foi, de facto, tecnologia de ponta num dado momento histórico, e seria uma pena perder essa herança e não passar aos mais jovens um pouco dessa identidade daquilo que o Faial já foi”, explica.

Ao seu interesse juntou-se o entusiasmo dos antigos cabo-telegrafistas, que já identificaram parte do espólio existente na ilha, associado àquele período da história faialense. Rapidamente se chegou à ideia de “propor um espaço adequado à função de salvaguardar este património”, explica Martins Naia.

O espaço em questão é o primeiro andar da Trinity House, edifício na rua Cônsul Dabney para onde convergiam tanto os cabos submarinos que entravam pelo lado norte da cidade como os do lado sul. O edifício é bem conhecido dos faialenses, e a sala em questão também, dado que serviu durante vários anos de ginásio para os alunos do segundo ciclo do ensino básico. A Trinity House foi construída no início do século XX, e a sala em questão, conhecida como “operating room”, recebia todos os cabos. Tendo isto em conta, é fácil perceber a carga histórica daquele espaço, que, para além disso, se reveste de condições excelentes para receber um espaço museográfico.

Para Martins Naia, o que se deve pretender não é fazer mais um museu, mas sim criar uma extensão do Museu da Horta associada aos Cabos Submarinos, num projecto que poderia ter “características únicas a nível mundial, e extremamente interessantes”. 

Martins Naia lembra que a própria situação geográfica da Trinity House na cidade da Horta potencia todo um roteiro dos cabos submarinos, dado que grande parte dos edifícios circundantes tem uma elevada carga histórica associada aos cabos. O grau de conservação de todos esses edifícios é algo que também merece realce, e o arquitecto considera que tal só foi possível porque quase todos pertencem à Região: “temos a Colónia Alemã, onde estão instaladas as Secretarias, a Cedear’s House, residência oficial do presidente da ALRAA, o Hotel Fayal, onde era Western Union, e a Fredónia, onde está o Lar das Criancinhas…”, exemplifica. A proximidade de todos estes locais de interesse histórico torna quase imperativo que se crie um Roteiro dos Cabos Submarinos.

Martins Naia realça a mais-valia que se pode conseguir na Trinity House, com muito pouco investimento, dado que o espaço está bem conservado.

O arquitecto não duvida de que esta sala é “o sítio certo” para dar uma casa ao legado dos Cabos Submarinos.  O facto de se tratar de um edifício propriedade do Governo Regional é inclusive uma oportunidade, tendo em conta que este assunto “interessa sobremaneira à Região, porque é uma forma de a promover e de a inserir num movimento alargado de lembrar o que foi a história dos cabos submarinos”, entende Martins Naia.

TRINITY HOUSE A sala em questão ocupa o primeiro andar do edifício

OPERATING ROOM A sala ideal para acolher este projecto museográfico tem servido de gínásio para a Escola Básica

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 06.08.2010

 

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