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05
agosto

Emigrantes recebidos ao som de “Saudade”

Escrito por  André Goulart
Publicado em Local

Os emigrantes faialenses foram recebidos pela edilidade nos Paços do Concelho ao som do que de mais tradicional tem o cancioneiro açoriano: a “Saudade”. Numa interpretação emotiva por parte do grupo folclórico do Salão foram em número assinalável aqueles que marcaram presença no primeiro Dia do Emigrante organizado pela Câmara Municipal da Horta (CMH), e logo durante a celebração dos 40 anos da Semana do Mar.

Esta celebração fora prometida pelo presidente, José Leonardo Silva, aquando das visitas que fez às comunidades açorianas residentes nos Estados Unidos da América (EUA).

“Foi com esse sentido de responsabilidade que nós estamos hoje aqui todos juntos, no fundo num encontro para que todos nós e o vosso esforço que é feito nesse sentido: a promoção da nossa cultura e da vossa cultura, e da nossa e das vossas tradições”, mencionou o presidente.

Num discurso fortemente pautado pela relação que existe entre quem teve de abandonar a sua ilha, pelas mais diversas razões, e a ilha que os viu nascer, ou que viu os seus pais nascer, José Leonardo incitou os emigrantes a investirem nos Açores, e mais concretamente na ilha do Faial, para que seja possível “criarmos mais economia e mais riqueza, para vocês e para nossa terra”.

“Nós temos tentado criar condições para que seja possível investir”, afirmou o autarca, apontando, por exemplo, o facto da Horta ser a única cidade da Região com uma área de Reabilitação Urbana definida e nos incentivos que existem “para quem quer reabilitar habitações, isentando IMI e IMT, no sentido de evitarmos alguma burocracia”.

Outro ponto ressaltado durante o discurso foram as “condições” que a Horta, “Cidade Mar dos Açores”, tem para assumir as despesas de liderar na inovação do Mar e nas novas profissões ao gigante azul associadas, “que nos vai trazer com certeza muitas mais vaias em relação ao futuro”, exemplificando com o Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores e a secretaria regional do Mar, Ciência e Tecnologia e o pelou municipal de Mar, Inovação e Empreendedorismo.

“Este nosso trabalho coloca-nos na possibilidade de termos novas formas de rendimento, temos a parte náutica, temos todos os investimentos relacionados com o Mar (…) penso que estamos na linha da frente nesta temática”.

Por outro lado, e exaltando o papel de embaixadores que os emigrantes assumem na terra do Tio Sam e um pouco por todo o mundo, o presidente da CMH reforçou o desejo de aproximação, e enraizamento cultural, concretizado neste primeiro Dia do Emigrante.

“Não há melhor publicidade que o boca a boca, tenho a certeza que o irão fazer” declarou o socialista, esperanto que quando cheguem ao local de residência transmitam a outros filhos da terra “estive nos 40 anos da Semana do Mar, no Salão Nobre a Câmara Municipal, para o ano têm que ir”.

O autarca rematou ainda “os emigrantes dão um forte contributo para o enriquecimento da ilha do Faial e são na verdade os nossos melhores embaixadores, estão sempre disponíveis para dizer que os Portugal, os Açores e o Faial são o melhor que há”.

“Em meu nome pessoal e da Câmara Municipal, obrigado por estarem a abrilhantar a nossa Semana do mar e transmitirem o que vai dentro de nós, a saudade e a amizade”, concluiu o edil dirigindo-se de forma especial ao emigrantes presentes nos Paços do Concelho para a cerimónia, dia 4 de agosto.

O Dia do Emigrante, onde esteve presente a recém eleita Rainha da Semana do Mar, foi transmitido em direto no canal “cmhorta” da plataforma Youtube. Antes da degustação de produtos regionais açorianos o grupo folclórico convidado interpretou a típica Chamarrita.

Selo alusivo à Semana do Mar lançado

Após o discurso de José Leonardo decorreu o lançamento do selo comemorativo dos 40 anos da Semana do Mar, situação que se tornou norma aquando da passagem por datas de especial relevo. Um representante dos CTT – Correios de Portugal esteve presente no lançamento.

O papel do selo foi, aliás, sublinhado pelo presidente da CMH, frisando a ligação existente ao ser “emigrante” e, em jeito de brincadeira, lembrando os tempos idos em que “as cartas dos nossos emigrantes” chegavam“com muitos dólares”.

 

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