Tiago Reis é uma das figuras da equipa técnica da seleção portuguesa de futebol de praia que, a 19 de julho, se sagrou campeã mundial. Para o merecido descanso este treinador nacional, um dos braços direitos do selecionador Mário Narciso, escolheu disfrutar do período de férias no Faial, local que já conhecera anteriormente através de um amigo nascido na ilha.
O jovem Tiago Reis pertence aos quadros da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) desde 2012, na altura enquanto coadjuvante de Zé Miguel, selecionador que foi afastado do comando da equipa das Quinas após uma prestação aquém do esperado e que os deixou de fora do Mundial de Futebol de Praia em 2013, que decorreu nas ilhas Taiti, também conhecidas por Polinésia Francesa.
No novo elenco, a Tiago Reis juntou-se Luís Bilro, ex-internacional português, para ajudar Narciso na luta pela glória suprema: vencer prova máxima a jogar em casa.
Na conversa que se desenrolou na cidade da Horta o treinador nacional teve dificuldades em descrever como foi garantir o título mundial com a vitória , por 3-5, na mítica final frente ao Taiti: “Foi uma sensação desconhecida. Primeiro que tudo, foi uma sensação de dever cumprido. Depois, um orgulho, enorme satisfação não só por aquilo que nós fizemos mas por todo o trabalho prévio. É a plena alegria, só dá mais vontade de continuar”.
Sem esquecer a importância do apoio de jogar em território português, Tiago Reis atestou “o facto de jogar em casa traz maior apoio, maior conforto e isso reflete-se durante os jogos”, apoio esse que foi mais um dos ingredientes para a receita que memorável.
O título mundial reconhecido pela FIFA já lhes fugia há algum tempo. Em 2001, quando conseguiram vencer pela primeira vez, a entidade máxima do futebol mundial não reconhecia os títulos da modalidade, facto que só se alterou em 2005.
Leia a entrevista completa na edição imprensa do Tribuna das Ilhas de dia 21 de agosto