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09
outubro

Movimento “Vencer e Viver” homenageado pelo Hospital da Horta

Escrito por  MJS
Publicado em Geral

No âmbito das comemorações do 40º aniversário do Hospital da Horta que se assinalaram na passada semana, foi prestada homenagem ao Movimento “Vencer e Viver” (MVV) da Delegação do Faial do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Recebeu o Diploma a Representante do MVV no Faial, Noélia Pinheiro.

Além do MVV, foi igualmente distinguida a Associação de Voluntariado do Hospital da Horta.

Esta distinção passará a fazer parte do espólio da Delegação do Faial do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que se encontra a funcionar provisoriamente no Centro Pastoral do Faial (antiga Casa do Gaiato), no Farrobo.
Vencer e Viver é um movimento de entre-ajuda que visa o apoio a todas as mulheres, familiares e amigos desde o momento em que é diagnosticado um cancro de mama. Baseia-se no contato pessoal entre a mulher que se encontra a viver uma situação de particular vulnerabilidade e uma voluntária que tenha vivenciado uma situação semelhante.
Teve origem em 1953 nos EUA, por iniciativa de Teresa Lasser, uma mulher a quem foi diagnosticado um cancro da mama e que iniciou visitas hospitalares a outras mulheres também sujeitas ao mesmo tipo de diagnóstico, oferecendo apoio emocional através de um testemunho de esperança.
Em Portugal, o MVV é promovido e financiado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro através dos seus Núcleos Regionais, tendo sido implementado no País em 1981. A nível internacional está integrado e segue os princípios gerais do Reach To Recovery International.
Na ilha do Faial, o MVV nasceu em 1982 pela mão da Irmã Carminda Soares e da Senhora Dona Maria Cunha, do Capelo, através de um convite formulado pelo médico Jorge Gonçalves. Após formação feita no Instituto Português de Oncologia do Porto, estas voluntárias passaram a dar apoio às doentes no então designado Hospital Walter Bensaúde, que funcionava onde hoje se encontra sedeado o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
A Irmã Carminda recorda que, sempre que havia uma doente, a Enfermeira Res-ponsável, que na altura também era uma religiosa, contatava as voluntárias para darem apoio no pós-operatório. “Muitas vezes também se ia a casa”, refere.
Dos tempos da fundação do MVV no Faial, a única resistente é a Irmã Carminda, que continua a dedicar-se profusamente à causa, em conjunto com outras voluntárias que foram aparecendo, sendo a formação de atuais candidatas um dos objetivos que consta no Plano de Atividades da Delegação do Faial.
Em breve o MVV disporá de sede própria, nas futuras instalações da Delegação do Faial. 

 

 

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