Ir ao mercado é uma questão cultural. É o manter tradições de outrora onde, mais do que ir às compras, é ver as pessoas, pôr a conversa em dia e saber das últimas novidades da terra.
No caso concreto do Faial, ir ao mercado é encontrar os vendilhões da ilha do Pico a apregoar os seus produtos, comprar fruta fresca e produtos típicos, sem falar no peixe dos nossos pescadores.
A valorização de praças e mercados públicos como locais de encontro das populações urbanas é cada vez mais uma aposta das autarquias pelo mundo fora, e, no Faial, isso também não é excepção.
Desde a década de 80, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) vem reconhecendo a necessidade de valorizar não somente monumentos sumptuosos representativos do ponto de vista dos poderes hegemónicos, mas também construções mais simples e integradas ao dia-a-dia das populações, como é o caso dos mercados públicos.
A verdade é que os mercados municipais são espaços tradicionais de encontro da população que reside na cidade e se transformam em vitrina das diversas formas de expressão cultural. A natureza dos produtos que lá se encontram é variada e é um local que acaba por atrair locais e turistas interessados na degustação de sabores exóticos, pratos e saberes populares tradicionais.
Todavia, com a abertura das grandes superfícies comerciais, o Mercado Municipal da Horta, entre outros pelo mundo fora, começou a perder, não a importância, mas o impacto na vida das pessoas.
Várias são as lojas que estão fechadas, poucos são os lojistas que arriscam a instalar-se naquele espaço e menos ainda os que sobrevivem aos tempos que correm apesar das rendas serem muito baixas quando comparadas com os preços que se praticam em outros espaços no centro da cidade.
Recorde-se que José Leonardo Silva, aquando a sua candidatura a presidente da CMH, afirmou querer incentivar a produção local, e propôs a isenção do pagamento de rendas aos comerciantes que vendam este tipo de produtos no Mercado Municipal.

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