No âmbito das audições da Comissão de Economia da Assembleia Legislativa sobre as propostas de Plano e Orçamento para 2016, que decorreram esta semana na Horta, o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia referiu que o Plano de Investimentos para o próximo ano prevê cerca de 27,6 milhões de euros para pescas e aquacultura, o que representa um aumento de 14% face a 2015.
Segundo Fausto Brito e Abreu, a segurança e a operacionalidade dos portos de pescas são uma "prioridade" do Governo dos Açores, assim como a valorização do pescado e os investimentos na rede de frio, nomeadamente em entrepostos frigoríficos e lotas, “que vão beneficiar de obras em praticamente todas as ilhas”.
Fausto Brito e Abreu, em declarações no final da audição, salientou a continuação das principais linhas estratégicas do Governo dos Açores, nomeadamente o aumento do rendimento dos pescadores, a formação e a qualificação, a valorização do pescado dos Açores, a fiscalização e a monitorização das pescas e a gestão sustentável dos recursos das pescas.
Neste contexto, destacou os investimentos na formação dos pescadores, que aumenta cerca de 80% relativamente a 2015, permitindo o cumprimento do objetivo do Executivo de realizar durante esta legislatura, pelo menos, um curso de pescador em todas as ilhas.
O governante revelou ainda, que no que diz respeito aos investimentos na ação "Mercados e Comercialização", a verba aumenta cerca de 39%. Este alargamento do investimento, contempla apoios de cerca de 800 mil euros para o funcionamento e a capacitação das associações e organizações de pescadores, incluindo a instalação na ilha Terceira do Comité Consultivo para as Regiões Ultraperiféricas (CCRUP).
Referindo-se aos investimentos em inspeção e gestão marinhas, o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, anunciou um valor de 1,4 milhões de euros, destinado à cooperação com a Universidade dos Açores no âmbito da realização de estudos específicos para apoio à gestão sustentável dos recursos pesqueiros e desenvolvimento da aquacultura, o investimento na introdução de novas tecnologias destinadas à inspeção e à fiscalização, como a videovigilância e o uso de aeronaves não tripuladas, e o lançamento de projetos-piloto para a valorização do pescado e sua rastreabilidade, nomeadamente a marcação de pescado.