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20
novembro

Workshop de Recuperação de Aves Selvagens no Faial

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral

Nos dias 12, 13 e 14 de novembro por iniciativa da Azorica, decorreu no Jardim Botânico do Faial um workshop de recuperação de aves selvagens, ministrado por dois técnicos do CERVAS – Centro de Ecologia de Recuperação de Animais Selvagens do continente.

Tribuna das Ilhas acompanhou o início dos trabalhos e falou com Carla Pinheiro, responsável pela associação organizadora, que em declarações à Comunicação Social, se mostrou surpreendida com o número de participantes. “Temos 21 inscritos. Este número superou as nossas expetativas, estávamos a contar com apenas 15 a 17 participantes”.
A responsável revelou que este “workshop está inserido no plano de atividades Azorica no âmbito da Campanha SOS Cagarro” e surgiu da necessidade manifestada pela população em abordar este assunto. “Havia várias pessoas que se dirigiam a nós a solicitar este tipo de formação” e tendo em conta que “a Campanha SOS Cagarro ainda está a decorrer, achamos que esta seria a altura ideal para avançar”, esclarece.
Transmitir e partilhar a experiência acumulada e adquirida nos centros de recuperação do continente, nomeadamente no CERVA de Gouveia e Olhão, é segundo Ricardo Brandão, o principal objetivo deste workshop.
Divulgar a existência dos centros de recuperação é também outro dos objetivos desta formação. “Acima de tudo pretende-se divulgar a existência dos centros de recuperação, as espécies que sofrem mais acidentes, e que podem ser ajudadas com conhecimentos mínimos de recuperação que as pessoas possam ter”, revela o formador.
Para o veterinário do CERVA, este workshop pretende ainda “estimular mais gente a interessar-se pela área e fazer com haja mais pessoas a querer colaborar e trabalhar na recuperação das aves”.
Ricardo Brandão, refere ainda que, a ideia é que se forme um intercâmbio entre os centros de recuperação do continente e os existentes nos Açores. “Nós estamos a iniciar o tratamento de animais  feridos, embora já haja uma boa experiência e uma boa rede de recolha baseada no SOS Cagarro”. 
O formador vê, a Campanha SOS Cagarro, “um exemplo” para o sistema existente no continente. “Temos casos clínicos e práticos aqui nos Açores, por isso temos um número de situações para apresentar e mostrar, com fotografias, para discussão e obviamente dar a conhecer as experiências que aqui tem havido”, refere.
“Nós vamos  acompanhando estes casos até porque já estivemos formações em São Miguel e no Pico, que de alguma forma nos fizeram perceber que tipo de casos ocorrem mais nos Açores e agora nestes cursos vamos cimentando essa passagem de informação”, revela o formador.
 

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