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11
dezembro

Corpo em Movimento apresenta “Frozen” no Teatro Faialense

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral
O grupo de dança Corpo em Movimento volta ao palco do Teatro Faialense no dia 12 de dezembro, para apresentar mais um bailado inspirado na banda sonora do filme “Frozen”. 
O espetáculo, integrado no programa “Natal com Tradição” terá em palco 50 elementos, sob orientação da faialense Diva Silva. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a coreógrafa. 
 
O grupo de ballet Corpo em Movimento apresenta em dezembro mais um espetáculo de Natal no Teatro Faialense. Em cima do palco vão estar 50 bailarinos, entre os 2 e os 17 anos, que irão recriar através da dança a história do filme “Frozen”. Este conta a história de duas irmãs, Anna e Elsa, filhas dos reis de Arendelle. Elsa, a mais velha, nasceu com o poder de congelar as coisas, no entanto sem grande capacidade para o controlar. No dia da sua coroação, Elsa condena acidentalmente o reino a um inverno eterno, fugindo, de seguida. É então que começa uma aventura para encontrar a princesa e trazer de volta o verão. 
Este é o quarto espectáculo de Natal que o grupo apresenta. Diva Silva, responsável pelo Corpo em Movimento e autora da coreografia, explicou ao Tribuna das Ilhas que inicialmente o grupo apresentava apenas um espetáculo de fim de ano, mas nos últimos anos tem preparado sempre um bailado, para exibir nesta quadra.
Quanto à escolha do tema, a professora esclarece que normalmente é feita no início do ano letivo por todos os elementos do grupo. “Nós achámos por bem escolher o 'Frozen' porque é um filme que se passa no gelo e o gelo tem a ver com o Natal", conta. 
Este espetáculo levou cerca de três meses a preparar. Este ano, devido aos convites para atuações em festas locais, o grupo não teve a habitual interrupção para férias já que, logo no início do ano, deitou mãos à obra na preparação deste espetáculo.
 
Imaginação e inspiração são ingredientes fundamentais
O Corpo em Movimento existe no Faial há  12 anos, mas surgiu na ilha das Flores, no tempo em que Diva lá residiu. Quando voltou para a Horta, trouxe o projeto consigo. “O Corpo em Movimento foi bem aceite pela população e tem corrido muito bem”, explica.
Para a coreografa, apesar de habituada, coordenar estes espetáculos tem tanto de “difícil” como de “engraçado”. Segundo a responsável é “sempre compensador” ver os alunos empenhados a trabalhar e “vê-los evoluir”. “Eles próprios ajudam na sua realização, principalmente nos momentos em que me falta de inspiração. Nós somos como uma família; eles fazem parte da minha vida e nós ajudamo-nos mutuamente”, revela.
 
Um grupo sempre em movimento
À nossa reportagem, a coordenadora falou também dos projetos que o grupo tem programados. "Vamos participar, no dia 8 de dezembro, nas atividades do Dia das Montras, uma proposta que surgiu por parte da Câmara Municipal da Horta”, conta. Um espetáculo equestre com os cavalos do Centro Hípico e uma apresentação com cantos gregorianos nas Festas de Nossa Senhora das Angústias, em maio,  também fazem parte dos planos e, lá mais para o final de 2016, o grupo promete fazer história no Teatro Faialense, com a apresentação da ópera "Madame Butterfly”. 
 
Trabalhar em cultura no Faial é dificil
Questionada sobre a saúde do setor da Cultura na ilha, Diva entende que “trabalhar espetáculos e a cultura no Faial é difícil, tendo conta que nada é remunerado”. “As pessoas pedem-nos para fazer as atividades a título gratuito sem nos darem praticamente nada em troca", conta, lembrando que o trabalho envolve sempre custos. “Os pais têm de comprar roupa pois não podemos usar sempre as mesmas coisas, embora tentemos sempre reciclar”, explica Diva.
Por outro lado, a falta de espaço para ensaiar também condiciona a atividade do grupo. “Neste momento ensaiamos num pequeno espaço que é meu e que para algumas turmas está a tornar-se apertado”, revela. 
Aumentar o espaço é um dos projetos da coreógrafa, até porque poderá contar, em pouco tempo, com uma colaboradora bem especial: "a minha filha está a tirar o mesmo curso que eu, mas com áreas mais abrangentes, como sapateado, jazz, lírico e Broadway, e se ela regressar tenho de ter uma sala extra, pois não conseguimos estar as duas naquele espaço”, conta. 
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