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18
dezembro

PSP atenta aos delitos ocorridos no Faial nos últimos meses

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral

Nos últimos meses, o Faial tem registado assaltos a residências e estabelecimentos comerciais, bem como furtos de oportunidade, como foi o caso de alguns ocorridos na marina da Horta.

Tribuna das Ilhas conversou com o comandante da Divisão Policial da Horta da Polícia de Segurança Pública (PSP), que confirmou a existência destas ocorrências, garantindo, no entanto, que "os índices de tranquilidade no Faial são muito elevados”. Carlos Ferreira reiterou o empenho da PSP no combate a estes delitos para devolver a segurança ao Faial e às suas populações.

 
Nos últimos tempos tem-se verificado um aumento da criminalidade, no Faial, nomeadamente assaltos a residências, estabelecimentos comerciais e até a Marina da Horta foi alvo de furtos. A PSP confirma esta situação?
Registámos ao longo do ano diversos furtos no Faial, nomeadamente furtos no interior de residências, mas também furtos de oportunidade, que no fundo resultam do menor cuidado dos proprietários.
No entanto, quero deixar aqui uma ressalva. Nós não estamos a assistir ao aumento da criminalidade de um modo geral, pelo contrário, ao nível da Divisão Policial da Horta a criminalidade global até regista uma diminuição ligeira, consolidando o percurso que a PSP tem feito ao longo dos últimos anos.
De facto, na ilha do Faial temos assistido a furtos em quantidade superior à que era normal e isso preocupa as pessoas. Felizmente, nesta ilha, não temos muitos crimes graves, como roubos que envolvam violência ou outro tipo de criminalidade que afete de uma forma muito mais gravosa a vida das pessoas.
Neste sentido, penso que o trabalho da PSP e das autoridades judiciárias tem sido muito importante no combate à criminalidade e quando aparecem alguns crimes que, não sendo muito graves, fogem ao panorama normal, podem ser mais alarmantes para as pessoas e necessariamente preocupantes para a PSP.
Em relação aos furtos da marina, não devo pronunciar-me porque a marina é domínio público marítimo e não constitui área de responsabilidade da PSP ao nível do policiamento. No entanto, temos conhecimento de que as entidades que atuam nesse espaço estão atentas e preocupadas em identificar e fazer cessar este tipo de delitos. Ainda relativamente a este assunto, o que posso transmitir é que a PSP se disponibilizou junto das entidades competentes para colaborar e está já está a fazê-lo.
 
Que medidas  de segurança tem a PSP vindo a adoptar  para combater estes delitos?
A PSP tem adotado uma série de medidas no sentido de prevenir estas situações, e nos casos em que não é possível a sua prevenção tem procurado responsabilizar os seus autores. Já identificámos diversos indivíduos pela prática de crimes contra a propriedade.
Conseguimos concretizar diversas detenções em flagrante delito, mas ainda assim, na nossa perspetiva, poderão ser necessárias medidas adicionais para fazer cessar ou pelo menos reduzir esses crimes até aos níveis que a população faialense está habituada.
No combate a este tipo de crimes, apontaria três áreas fundamentais: em primeiro lugar, a prevenção, através da sensibilização das potenciais vítimas para os cuidados de segurança que devem ter no dia a dia, sobretudo quando falamos de pessoas mais vulneráveis, como os idosos, que estão menos atentos a práticas delinquentes e podem mais facilmente ser enganados por indivíduos que se dedicam a atividades criminais. Neste sentido, temos realizado diversas ações de sensibilização nos Centros de Dia, mas também através de contatos porta a porta junto de cidadãos idosos que estão por nós identificados no âmbito do projeto Idosos em Segurança e que merecem uma atenção especial da nossa parte.
Para além destas ações e apesar de não termos mais agentes no terreno porque também não tivemos reforço de efetivos no Faial, com os elementos que temos disponíveis reforçámos o policiamento em áreas mais sensíveis e em horários em que é mais susceptível a prática de crimes de furto.
Numa terceira vertente, é também importante que a PSP transmita a sua preocupação face a estes fenómenos às outras entidades que intervêm no sistema de justiça, de modo a que de forma coordenada e conjugada, cumprindo cada um o seu papel, se possa identificar e responsabilizar os autores e desse modo contribuir para o sentimento de segurança das pessoas e para a sua segurança objetiva fazendo diminuir os índices criminais. Estamos aqui a falar de medidas de coação mais gravosas, eventualmente medidas privativas da liberdade que permitam retirar da rua e da atividade delinquente, os indivíduos que se dedicam a este tipo de vida.
 
A PSP tem a decorrer alguma investigação para encontrar os presumíveis autores destas ocorrências? Já existem suspeitos?
Por cada crime que é comunicado à polícia é desencadeada uma investigação. Nos casos dos crimes patrimoniais e dos furtos propriamente ditos essa investigação é desencadeada de imediato, para recolher nas primeiras 48 horas o máximo de elementos de informação e de prova que nos permitam identificar e responsabilizar o autor. Por outro lado, a PSP tem a perceção de que essa intervenção imediata é fundamental para tranquilizar quer as vítimas quer a população em geral.
 

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