No âmbito de uma reestruturação da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) a nível nacional, Hilário Rego, na altura delegado especial da instituição na Região Autónoma dos Açores, anunciou a 1 de julho de 2015, durante a assinatura de um protocolo de cooperação com a Câmara Municipal da Horta (CMH), a intensão da CVP criar um Centro Humanitário no Faial.
Este Centro Humanitário da Cruz Vermelha do Faial (CHCVF), surgia na sequência da extinção da Delegação da CVP no Faial, a 30 de junho desse mesmo ano.
Na ocasião, Hilário Rego explicou que o processo de reestruturação da organização a nível nacional, implicava a criação de centros humanitários em substituição das atuais delegações da CVP e anunciou a criação de cinco CH no arquipélago, nomeadamente, um centro em São Miguel, um na Terceira, ao qual ficariam afetos os pólos da Graciosa e de São Jorge, o do Faial e o do Pico, sendo que Flores e Corvo ficariam sobre a égide deste último, “por razões de segmentação demográfica”, explicou na ocasião o delegado.
No Faial e após quase um ano essa reestruturação nunca aconteceu. A ilha deixou de contar com a presença da CVP, que há cerca de 74 anos mantinha atividade regular no Faial, desenvolvendo um trabalho relevante no apoio às populações, tornando-se numa estrutura com reconhecimento local.
Na ocasião, Hilário Rego anunciou também o nome de Joice Duarte para ocupar o cargo máximo no CHCVF.
Tribuna das Ilhas (TI), com vista a esclarecer o porquê do impasse na criação do CHCVF, tentou por diversas vezes contactar o Diretor Geral da Cruz Vermelha Portuguesa, Eng. Luís Nóvoa, mas sem sucesso.
Num desses contactos, no início de março, este semanário soube que o responsável máximo da CVP se encontrava de visita aos Açores, nomeadamente a Ponta Delgada, mas não veio à Horta. Por e-mail, este semanário tentou saber junto de Nóvoa se esta deslocação teria entre os seus objetivos encontrar uma solução para o CHCVF, mas mais uma vez não obteve qualquer resposta.
TI ouviu também a Câmara Municipal da Horta (CMH). José Leonardo adiantou a este semanário que já reuniu com o Presidente da Cruz Vermelha “no sentido de perceber como as coisas iam avançar”. Segundo o autarca o responsável máximo da CVP garantiu que “a intenção era avançar com CHCVPF”, adiantando ainda que “a CVP iria fazer um bom trabalho e que estavam disponíveis para no futuro colaborarem com a CMH”, de forma “a honrar os compromissos que a própria Cruz Vermelha tem connosco”, afirmou o presidente da CMH.
Neste sentido, José Leonardo reforça que, “espero que da parte da CVP e do seu presidente façam o seu trabalho, porque da parte da CMH o nosso compromisso continua de pé”, garantido, a este respeito que o protocolo relativo ao serviço de Teleassistência se encontra a funcionar em pleno.
Entretanto, apurámos junto da CVP, que o delegado da instituição na Região Autónoma dos Açores Hilário Rego já não se encontra no exercício destas funções.
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