Imprimir esta página
22
abril

I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental - Igreja deve estar atenta e ajudar os irmãos a ultrapassarem problemáticas considera Pe. Marco Luciano

Escrito por 
Publicado em Reportagem

A Horta recebeu as I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental, que tiveram como oradora principal Filipa Palha, Presidente da Associação Encontrar+se, Vice-Presidente - Europe - da World Federation of Mental Health e ainda docente da Universidade Católica.

O número de participantes superou as expetativas da organização, uma vez que, nesta ação, marcaram presença mais de 40 pessoas, incluindo representantes de entidades oficiais, nomeadamente o Diretor Regional da Saúde, João Soares, Ester Pereira, Vereadora da Câmara Municipal da Horta, Sandra Silva, Chefe de Divisão da Ação Social do Faial e do Pe. Marco Luciano, da Ouvidoria da Horta.

A igreja indo de encontro à urgência de ter uma palavra e uma presença no mundo deve estar atenta aos problemas dos seus irmãos de forma a ajudá-los a ultrapassar diversas situações, nomeadamente em relação às problemáticas da Saúde Mental, uma doença que está a afetar a população portuguesa e que por isso deve merecer uma resposta, por parte da Igreja Católica, considerou o Pe. Marco Luciano no âmbito das I Jornadas Diocesanas de Saúde Mental, que decorreram no passado sábado na Horta.

O pároco, esclareceu que, “a Ouvidoria da Horta desde cedo acolheu esta ideia e da parte do Serviço Diocesano da Pastoral Social, foi feito tudo aquilo que era necessário para que estas jornadas tivessem lugar na nossa ilha”.

Segundo Marco Luciano, o número de participantes superou as expectativas, até mesmo do Serviço Diocesano. “Nós tínhamos muito poucas inscrições, e o que é certo é que temos um número considerável de presenças”, disse.

Ainda em relação aos participantes, o padre adiantou que a maior parte são catequistas e pessoas ligadas a movimentos da vida da igreja. O ouvidor referiu a este respeito, que o facto estarem presentes muitos catequistas foi “porque chegamos à conclusão que às catequeses nos chegam crianças, adolescentes e jovens com problemas da ordem do foro psíquicos e com certeza também da parte dos nossos catequistas tem de haver uma sensibilização”. 

O pároco salienta que muitos casos são sinalizados precisamente na catequese. “Nós temos experiência de alguns casos nas paróquias”, “os catequistas começaram a aperceber-se de algumas manifestações e alguns sinais exteriores que denotavam algo nos catequisandos ora este assunto muitas vezes bem encaminhado, permite ajudar as pessoas”, entende.

As Jornadas de reflexão “Desafios e oportunidades na recuperação de um problema de saúde mental” foram organizadas pelo Serviço Diocesano da Pastoral Social, com a colaboração da Ouvidoria do Faial e reuniu, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça mais de 40 pessoas.

O seu principal objetivo foi aumentar o conhecimento sobre a temática da saúde mental, derrubar barreiras que permitam a procura de ajuda precoce, combater o estigma e a discriminação associada à doença mental bem como, alertar os açorianos para a dimensão dos problemas de saúde mental e os riscos pessoais, familiares, sociais e económicos associados a situações de ausência de cuidados adequados.

Leia a reportagem completa na nossa edição impressa.
Subscreva a nossa assinatura.
Para mais informações Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Lido 1323 vezes
Classifique este item
(0 votos)
Login para post comentários