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22
junho

‘Bootcamp’ em Empreendedorismo Social junta 22 participantes na EPH da Horta

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral

A Direção Regional da Juventude numa parceria com a AJIFA – Associação de Jovens da Ilha do Faial, levou a efeito a 3.ª edição do ‘Bootcamp’, que decorreu durante dois dias na Escola Profissional da Horta (EPH).

A iniciativa juntou 22 participantes e representantes de associações de juventude das ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Terceira e São Miguel, bem como um participante da ilha da Madeira.

A Direção Regional da Juventude (DRJ) promoveu, de 15 a 17 de junho, a realização do 3.º ‘Bootcamp’ em Empreendedorismo Social na Escola Profissional da Horta (EPH).

O ‘Bootcamp’ é um modelo de ensino inovador que dá aos participantes a possibilidade de desenvolver ideias, aprender conceitos de gestão e ferramentas com vista à criação de iniciativas em Empreendedorismo Social. Esta atividade decorreu durante 48 horas, em regime de internato, num ambiente focado, dinâmico e em equipa.

A formação esteve a cargo do Instituto de Empreendedorismo Social (IES) e contou na sessão de abertura com a presença da diretora regional da Juventude, Pilar Damião que explicou à nossa reportagem que “este ‘Bootcamp’ vai na sua terceira edição e já se realizou em São Miguel, na Terceira e agora chegou ao Faial”.

Segundo a diretora, “o ‘Bootcamp’ em Empreendedorismo Social vai dar aos formandos toda uma série de instrumentos e ferramentas para desenvolverem projetos e ideias que possam ser concretizáveis na área do Empreendedorismo Social Jovem”. Esta ação realiza-se uma vez por ano e “reúne jovens de toda a região que têm interesse nesta área ou que tenham desenvolvido projetos e trabalham diretamente com os jovens”, adiantou.

“Nesta legislatura tem sido uma forte aposta da DRJ, o Empreendedorismo Social Jovem” afirmou Pilar Damião, lembrando que esta secretaria tem em prática dois programas destinados aos jovens em contexto social mais desfavorecido, nomeadamente o ‘jovens +’ e o ‘Inspira-te, Aprende e Age’, revelou a diretora regional.

 “Temos um programa que foi implementado em 2014 o ‘jovens +’ e que tem tido bastante sucesso e com uma repercussão social muito interessante em que vários jovens têm apresentado alguns projetos e que permite não só uma mudança social mas também uma mudança qualitativa dos jovens”, dá a conhecer a governante, reforçando que “é um programa que permite a empregabilidade dos jovens, em que temos vários casos de sucesso, em várias ilhas”, adianta.

De acordo com Pilar Damião, “no âmbito deste programa, que tem por objetivo promover o desenvolvimento de projetos para identificar, apoiar, formar, promover e relacionar iniciativas de alto potencial de Empreendedorismo Social, através do envolvimento em parcerias e do trabalho em rede, foram apoiados 14 projetos, envolvendo cerca de 5.600 jovens de várias ilhas do arquipélago, num investimento global superior a 165 mil euros”, revelou.

Por outro lado, avança Pilar Damião, “a DRJ tem em prática uma outra iniciativa que é o ‘Inspira-te, Aprende e Age’, que já se concretizou em várias ilhas, nomeadamente, Graciosa, Terceira, São Miguel, São Jorge e que tem em consideração as problemáticas dos jovens”, no qual foram apoiados seis projetos, cujos objetivos “visam contribuir para o desenvolvimento pessoal e social dos jovens através da aquisição e do incremento de competências-chave, em contexto não formal, indispensáveis à aprendizagem ao longo da vida, bem como a sua inserção socioprofissional”, salientou.

Segundo a diretora estes dois projetos destinam-se a “jovens em risco e com maior fragilidade social”, aos quais a DRJ está atenta e procura ter “o cuidado de perceber o que estes jovens precisam”, de forma a poder implementar e melhorar os projetos, “com vista a criar várias competências que por vezes não são adquiridas no ensino formal”, e que no entender de Pilar Damião pretendem promover essencialmente “a participação voluntária e a co-responsabilização dos empreendedores sociais, bem como a procura de novas respostas recorrendo à criatividade e à inovação, identificando potencialidades e recursos que permitam soluções inovadoras”, disse.

“Temos tido sucesso. Alguns destes projetos já foram submetidos a outras entidades, nomeadamente à Gulbenkian e alguns têm ganho prémios e têm sido financiados”, conclui a diretora.

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