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11
agosto

Palestra sobre “Águas Vivas e Caravelas Portuguesas” no CNH

Escrito por  SG
Publicado em Geral
Numa iniciativa da sessão “Náutica Bar” do Clube Naval da Horta (CNH), decorreu na passada semana, no Bar da instituição uma palestra sobre “Águas-Vivas e Caravelas Portugue-sas”. O Presidente da Direção do CNH, José Decq Mota, deu início à sessão com as boas vindas aos muitos presentes que escolheram passar o seu serão na companhia de mais uma “Náutica no Bar”, revela a nota informativa do CNH enviada às redações. A apresentação do tema esteve a cargo do convidando orador João Gonçalves, do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores que fez uma apresentação e descrição da espécie e falou do papel importante que representa para o ciclo do carbono do planeta Terra e da Doutora Montserrar Pavon que abordou o assunto do ponto de vista dos tratamentos mais adequamos no caso de contato com a espécie. “As Águas-vivas, comummente assim denominadas pelos açorianos, ou Pelagia noctiluca, são uma espécie de medusas urticantes (que provocam lesões), do filo cnidário (onde também se inserem as caravelas portuguesas, os corais e as anémonas do mar). São compostas por 98% de água, não tendo ossos, coração ou cérebro. No entanto, o seu rudimentar sistema nervoso na base dos seus tentáculos permite-lhes sentir diferenças no ambiente e coordenar o seu movimento, ainda que com pouca mobilidade, sendo arrastadas pelas correntes oceânicas”, lê-se na nota do CNH. Segundo a mesma fonte “esta espécie é uma predadora eficiente. Quando se quer ver livre dos seus predadores ou quando quer imobilizar as suas presas, a água-viva projeta-lhes toxinas presentes nos seus tentáculos, semelhantes a arpões. Por outro lado, é uma espécie muito procurada como petisco para tartarugas e vários tipos de peixes”. No que se refere à Caravela-Portuguesa, Physalia Physalis, “erradamente introduzida pelo povo na categoria das medusas, pertence ao mesmo filo das cnidárias, é uma espécie que pertence à classe Hidrozoa, flutuando em colónias e por vezes constituindo verdadeiras ilhas no oceano”. “É também uma predadora ávida e carnívora, consumidora de algumas espécies de peixes, larvas de peixe, crustáceos pelágicos, camarão e outros invertebrados marinhos”, avança o CNH. A suas anatomia, apresenta uma carapaça flutuadora, não é urticante, mas esconde um conjunto de tentáculos altamente tóxicos e urticantes, alguns chegando mesmo a atingir os 30 metros de cumprimento. Neste sentido Montserrar Pavon, esclareceu que em, caso de lesão derivada do contato com a espécie, “ainda na praia ou já em casa”, deve-se sempre lavar o local lesionado com esguichos de água salgada ou de vinagre, deixando alerta para nunca lavar azona com água doce ou esfregar o local, “sob pena de provocar lesões maiores ou até infeções”. No caso da ferida não estar a sarar convenientemente uns dias após o ocorrido, a profissional de saúde aconselha a ida ao serviço de urgência, “para receber o tratamento adequado, fazendo referência ao animal que provocou a lesão, quando possível”. Já no que se refere às picadas de peixes-aranha ou de raias e ratões, também comuns nas nossas águas, Montserrar Pavon, afirma que estes por “conterem venenos que provocam dores excruciantes e infligirem ferroadelas de ferida aberta, são também animais a evitar sempre que possível”, segundo a médica, nestes casos “o tratamento será um pouco diferente, utilizando-se calor para extrair o veneno”, adianta. Nesta palestra houve ainda lugar a um debate aberto dirigido aos presentes, com o objetivo de esclarecer dúvidas e trocar de id
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