As condições atmosféricas, nomeadamente o nevoeiro, que afetou o Faial na passada quarta feira, obrigou ao cancelamento do voo Lisboa-Horta da SATA Internacional (Azores Airlines). Aliás o voo deveria ter aterrado no Aeroporto da Horta, mas divergiu para a Terceira.
Os 164 passageiros que se encontravam no Faial, tiveram de ser alojados em casas particulares uma vez que as unidades hoteleiras locais se encontravam todas lotadas. Já os cerca de 130 passageiros que vinham no voo S4 3151, seguiram para a Terceira, onde ficaram até cerca da meia noite, hora que regressaram ao aeroporto de Lisboa, onde foram obrigados a pernoitar.
À chegada à Horta, no início da tarde de quinta feira, os passageiros, não pouparam criticas à atitude da companhia aérea regional.
José Paulo Sousa, turista, à chegada revelou que só ao final do dia a companhia “resolveu dar uma sandes e uma bebida”, em sequência de alguns protestos por parte dos passageiros.
O passageiro adiantou ainda que “de facto a SATA não se portou bem. Mentiu-nos descaradamente e foi o que irritou mais as pessoas”, segundo o turista a transportadora aérea regional, garantiu aos passageiros táxis e hotel à chegada a Lisboa e nada disso se verificou, “acabamos por passar o resto da noite no aeroporto”, disse.
Também António Dantas”, perdeu um dia das suas férias por causa do cancelamento. O turista, visivelmente cansado declarou que passou a noite em claro comentando que “quando chegamos a Lisboa deram-nos um voucher de 4€ o que no aeroporto dá muito jeito”.
Entre os passageiros deste voo encontrava-se Renée Huni, de 99 anos, que veio de França ao Faial conhecer a sua bisneta. A passageira referiu que dormiu no aeroporto sobre a sua mala e considerou a viagem um “desastre”, afirmando que as “pessoas eram simpáticas mas a organização zero”.
A companhia justificou este incidente com a falta de alojamento nos hotéis do Faial e da Terceira, adiantando ainda que em Lisboa também se depararam com o mesmo problema.
Esta situação foi ainda justificada pela Azores Airlines com a falta de certificação dos pilotos da SATA para operar à noite no aeroporto da Horta, apesar deste se encontrar certificado para voos noturnos.