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11
novembro

“Com uma máquina podemos eternizar um momento”, defende o fotógrafo Tiago Mota Garcia

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Entrevistas
Um workshop de fotografia, orientado pelo fotógrafo Tiago Mota Garcia, vai decorrer no dia 12 de novembro, na Casa Manuel de Arriga.
Este workshop para iniciantes, promovido pelo Museu da Horta destina-se a interessados pela fotografia sem qualquer tipo de conhecimento ou com conhecimento médio. 
O curso vai abordoar a fotografia de rua e viagens, começando pela história da fotografia, passando depois para a técnica fotográfica. No final segue-se a uma componente prática onde cada participante terá aplicar todo o conhecimento adquirido.
Nascido em 1979, Tiago Mota cresceu numa pequena aldeia perto do Porto. Estudou engenharia e no final da graduação, decidiu mudar para a fotografia na sequência de uma antiga paixão. 
Tribuna das Ilhas foi ao encontro do fotógrafo que divide o seu tempo entre workshops de fotografia e projetos pessoais, que resultam depois em exposições por vários lugares, museus, galerias, casas de cultura, bibliotecas, pelo país fora. Mais recentemente o fotógrafo participou numa exposição nos Estados Unidos.
 
 
Quando descobriu o gosto pela fotografia?
Muito pequeno, ver o meu pai com uma câmara fotográfica chamou-me a atenção, desde logo interessou-me a ideia de captar uma fração de segundo para a eternidade, momentos que desaparecem na maior parte das vezes até das memórias mas que se tornam eternos se forem captados numa fotografia, é o único processo de controlarmos o tempo. Desde criança, já na escola primária me fascinava essa ideia de com uma máquina poder eternizar um momento, poder mostrar o que não foi visto ou apreciado.
 
Há quanto tempo se dedica à fotografia? 
Profissionalmente e a tempo inteiro há 10 anos.
 
O que mais gosta de fotografar?
Gosto de apontar a câmara para onde ninguém está apontar. O que já é fotografado não necessita de tornar a ser fotografado, pode haver visões diferentes que dão diferentes significados mas prefiro apontar a câmara para lugares que de tão banais serem não nos despertam a curiosidade nem a atenção sequer, mas que depois de colocar numa fotografia nos podem mostrar uma beleza que nos era desconhecida ou não valorizávamos. A fotografia de rua é rica neste aspeto, num cruzamento com dezenas de pessoas a passar, a luz vinda de uma determinada direção, um gesto, um olhar, uma expressão, podem significar uma imagem de uma beleza que não nos apercebemos no dia-a-dia. Talvez seja mesmo o banal que me atrai, que desprezamos apenas porque sabemos lá está todos os dias.  
 

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