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03
fevereiro

Secretária Regional do Turismo quer posicionar o Turismo nos Açores como um destino aliado ao ambiente

Escrito por  Miguel Marote Henriques
Publicado em Entrevistas

2016 terá sido o melhor ano de sempre em todas as ilhas e nos vários indicadores do turismo, nomeadamente com uma evolução acima de 20% no crescimento das dormidas na hotelaria tradicional e com a perspetiva dos proveitos ultrapassarem os 70 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 30%.
Para a nova titular da pasta do turismo, mais importante do que bater recordes em termos estatísticos, é a qualidade oferecida e um crescimento que respeite a oferta ambiental da região para a manutenção dos atuais bons resultados.
Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal e ao Tribuna das Ilhas, falou sobre o crescimento do destino Açores e o seu caráter único, o transporte aéreo, a oferta e os desafios.

 

Os Açores estão definitivamente na moda, os prémios internacionais sucedem-se e os números das dormidas crescem a taxas superiores a 20%. Qual foi a estratégia responsável por este sucesso do destino Açores?
Não se poderá falar numa única estratégia. Trata-se do fruto de um conjunto de fatores, entre os quais, temos o empenho do Governo Regional dos Açores na consolidação do trabalho de aumento de notoriedade do destino e de promoção e captação de fluxos turísticos dos últimos anos, mas também todo o investimento da iniciativa privada. Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas, mas temos ainda ampla margem para crescimento através dos mercados potenciais. Até porque, cada vez mais, se verifica um aumento generalizado da procura turística por destinos seguros, com beleza mística, capazes de proporcionar tranquilidade e experiências únicas, com grande preocupação pelas questões de sustentabilidade económica, cultural, social, mas sobretudo ambiental. Estas são também algumas das razões que levaram ao crescimento turístico de um destino como os Açores, que enquadra amplamente este fenómeno da procura turística mundial.
Importa destacar que 2017 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Mundial do Turismo Sustentável para o desenvolvimento e é esta a assinatura de qualidade que queremos na região: certificar pela natureza e posicionar o Turismo nos Açores como um destino aliado ao ambiente. Foi este o caminho que levou ao sucesso do Destino e aquele que queremos continuar a desenvolver como uma estratégia consolidada. Neste sentido, manteremos a prioridade na proteção e preservação do património natural e cultural dos Açores, criando condições para que a qualidade de vida das nossas comunidades e a natureza pura e intacta perdurem. É sem dúvida um destino “verde” e despoluído que queremos que continue a ser reconhecido a nível internacional e por todos quantos nos visitam.
Qual o impacto da chegada das low cost a São Miguel neste cenário? Depois da Terceira, está prevista a abertura de novas rotas?
A liberalização do transporte aéreo doméstico para os Açores, que ocorreu no final do primeiro trimestre de 2015, a par do aumento de oferta, mas também de procura, na América do Norte, e a melhoria das acessibilidades inter-ilhas, estão a contribuir efetivamente este crescimento. Assim, o crescimento sustentado que hoje vivemos é muito positivo e deve, sobretudo, servir de motivação e de alento para o muito trabalho que todos necessitamos de efetuar nesta área. E aqui, gostaríamos de fazer notar que o crescimento do setor do turismo beneficia claramente do novo modelo de acessibilidades áreas à Região, mas é preciso ter a noção de que este não foi um trabalho que se iniciou apenas com a entrada das lowcost ou apenas com o momento de liberalização das rotas entre o Continente português e as ilhas de São Miguel e Terceira. O crescimento do número de turistas dos EUA e Canadá que nos visitam – rotas nas quais não operam companhias de baixo custo – dá bem nota deste ponto, com crescimentos de 57% e 14%, respetivamente, até setembro último, face ao período homólogo. Para além das intenções de novas rotas, é importante reforçar os mercados prioritários em termos de captação de novos voos e de promoção, nomeadamente, os EUA, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Alemanha; tendo em conta que os fluxos turísticos não se criam apenas com novos voos diretos para a Região, mas também através do tráfego de ligação, com preço e tempo de duração de viagens convenientes.
Assim, temos como objetivo garantir a sustentabilidade e fiabilidade das acessibilidades aéreas, mas também fomentar novas ligações para mercados emissores que se demonstrem adequados e enquadrados nos segmentos definidos no PEMTA - Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores. A SATA continuará a ter um papel preponderante nesta estratégia de captação de novos fluxos, mas trabalharemos com todas as companhias aéreas ou operadores turísticos que se nos afigurem com capacidade para a supracitada sustentabilidade e fiabilidade de novas rotas.

Que instrumentos foram criados para que as restantes ilhas usufruam do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel?
A verdade é que o Governo dos Açores tem consciência da importância da eficiência nas acessibilidades, garantindo assim a fiabilidade e sustentabilidade das mesmas, externa e internamente, enquanto elemento fundamental para o crescimento do setor turístico num destino insular como os Açores.
A monitorização permanente da prestação de serviço público de transportes aéreos, entre a região e o exterior e entre as nove ilhas, tem sindo uma prioridade no sentido de que todos os açorianos possam usufruir do maior fluxo de turistas que chegam a São Miguel.
Em termos gerais, regista-se uma evolução positiva no Turismo dos Açores, transversal a todas as ilhas, o que significa que os turistas estão a chegar às nove ilhas do arquipélago, quer seja através do aumento do fluxo dos voos externos, quer seja por via dos reencaminhamentos inter-ilhas.
Neste sentido, temos também vindo a reforçar a conciliação da utilização dos transportes aéreos e marítimos, em pacote, de forma a facilitar a movimentação dos turistas na região. Rentabilizar as infraestruturas portuárias e as atividades turísticas conexas e complementares, relacionadas com o turismo náutico e de cruzeiros, a partir de agora, serão também uma prioridade.

 

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