O Secretário Regional da e Florestas considera que os povoamentos de criptoméria geridos pelo Governo Regional, na ilha das Flores, encontram-se “em bom estado sanitário”, razão pela qual “não se justifica, para já, o corte ou a exploração dessas áreas públicas”.
João Ponte falava aos jornalistas hoje em Ponta Delgada após ser ouvido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa sobre um Projeto de Resolução do PCP que recomenda ao Governo Regional a abertura de concurso para esses cortes de matas nas Flores.
O Secretário Regional afirmou que a colocação de áreas públicas à venda está associada a diferentes fatores que têm pesos diferentes nas diversas ilhas e que se prendem com a necessidade de rejuvenescer e reconverter as áreas florestais geridas pela Região, a procura de material lenhoso em cada uma das ilhas, a oferta do setor público e do setor privado, a capacidade de exploração e transformação existente em cada uma das ilhas.
João Ponte disse ainda que “não se verificou nenhum pedido para corte de áreas públicas nas Flores”.
Tendo em conta a idade, prevê-se o rejuvenescimento e reconversão florestal dos povoamentos num curto prazo (5 a 10 anos) e a consequente oferta pública de madeira, que se estima 13 hectares por ano, para ser sustentável.
Por estas razões, “não se deu início ainda à exploração das áreas públicas na ilha das Flores”.
O Secretário Regional adiantou ainda que “tal não invalida que, caso surjam interessados, o Governo disponibilize de imediato áreas a corte, de forma sustentável e sem prejudicar o setor produtivo privado, tal como já tem feito em situações semelhantes, noutras ilhas”.
Tendo em conta o referido Projeto de Resolução, efetuou-se uma deslocação à ilha das Flores, no dia 25 de março de 2017, para avaliação geral do Perímetro Florestal e verificar a estabilidade mecânica dos povoamentos.
No relatório da avaliação conclui-se que o Perímetro Florestal das Flores não apresenta áreas com clareiras ou outras situações de falta de estabilidade mecânica à ação do vento, além de quatro situações pontuais e bem delimitadas, resultado de ventos mais fortes em 2013, mas que não alastraram depois disso.
Assim, não se verifica urgente a necessidade de intervir nestes povoamentos florestais.