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19
maio

AHBVF comemorou 105 anos de serviço aos Faialenses

Escrito por  Tatiana Meirinho
Publicado em Local

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial comemorou, no passado dia 16 de maio, terça-feira, 105 anos de existência e de serviço aos faialenses.
O programa comemorativo do centésimo quinto aniversário da AHBVF teve início no dia 4 de maio, quinta-feira, no dia em que se assinalou o Dia Internacional do Bombeiro, por volta das 12h00 desse dia houve toque da sirene no quartel dos bombeiros seguido de um minuto de silêncio em homenagem a todos os bombeiros que partiram.
No Dia Aberto à Comunidade, dia 13 de maio, os bombeiros do Faial, abriram as suas portas para realizar atividades com a comunidade faialense, ações de sensibilização e demonstração de equipamentos.
No dia 14 dia maio realizou-se o 16º Dia Municipal do Bombeiro, o dia foi marcado pela Sessão Comemorativa do Dia Municipal do Bombeiro com Homenagem ao 2º Comandante do Quadro de Honra Adalberto Azevedo e Assinatura do Protocolo de Cooperação Social entre a Câmara Municipal da Horta e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial.
O dia de aniversário da AHBVF começou pelas 8h00 da manhã com o toque da sirene e hastear das bandeiras. Pelas 17h00 houve “Romagem de Saudade” ao Panteão dos Bombeiros e homenagem aos bombeiros falecidos, no cemitério do Carmo, seguida de missa de Ação de Graças dos fundadores, bombeiros, sócios e beneméritos falecidos.
Antes do início da Sessão Solene comemorativa, assistiu-se ao desfile dos motorizados dos Bombeiros pelo centro da cidade, e com a chegada destes ao quartel de Bombeiros do Faial deu-se início à Sessão Solene com a recepção às autoridades e convidados, com apresentação de formatura e revista, imposição de Divisas, imposição de Distinções Honoríficas/Condecorações e passagens ao Quadro de Honra.
O Comandante da AHBVF, Nuno Henriques, deu início às intervenções registando que ao longo dos últimos cento e cinco anos a associação tem preservado o voluntariado, e que é “desta forma que prestamos a nossa melhor homenagem àqueles que em 1912 fundaram esta associação e a todos, que nas gera-ções seguintes, deram o seu contri-buto”.
Nuno Henriques realçou a formação técnica do corpo de Bombeiros do Faial, que no seu entender é relevante e que tem tido o sucesso desejado e objetivos concretizados, nas várias áreas de ação. A formação e treino são os principais pilares de sustentabilidade da operacionalidade do corpo de bombeiros, e por isso essa é a vertente de aposta para o Comandante da AHBVF.
O Comandante da AHBVF terminou felicitando todo o corpo de bombeiros no ativo, colaboradores, fanfarra, infantes e cadetes, e respetivos coordenadores, bem como aos coordenadores e grupos de trabalho do corpo de bombeiros do Faial, e aos órgãos diretivos da instituição, pelo trabalho realizado na Associação.
José Manuel Braia Ferreira, presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros do Faial, começou por referir que nos últimos dois anos a Associação tem vivido “uma espécie de revolução tranquila” conseguindo mobilizar dirigentes e operacionais num mesmo objetivo comum de crescer, atualizar-se e modernizar-se.
Apesar de ser a única Associação de Bombeiros na ilha, ao contrário do que acontece nas outras ilhas, não está imune dos mesmos problemas, José Braia Ferreira apontou como principais problemas o financiamento às Associações Humanitárias, ao nível regional, debatendo-se com contingências financeiras, salientado que é necessário implementar na Região uma politica de financiamentos pelo Governo Açoriano às Associações Humanitárias.
O desajustamento de algumas leis e portarias, relativas às Associações Humanitárias, nomeadamente os bombeiros, devem ser revistas e ajustadas, segundo o presidente da Direção da AHBVF.
Outro dos problemas é a crise de voluntariado, que segundo Braia Ferreira “ é mais acentuada nos conselhos de menor dimensão demográfica”, e que continua a esperar-se que as Associações Humanitárias de Bombeiros, sobretudo no serviço de contraincêndio, assente em voluntário quando na realidade a maioria das tarefas são complexas e especializadas, para o presidente da Direção é necessário assumir que as Associações Humanitárias já não conseguem subsistir “apenas e só” através dos voluntários, uma vez “praticamente, todas as corporações açorianas, têm quadros mistos e não apenas de vo-luntariado.
José Braia Ferreira afirmou, relativamente ao novo quartel de bombeiros, que acredita ser uma realidade cada vez mais próxima e que o Comando, o Corpo de Bombeiros e os colaboradores civis estão a trabalhar diariamente para aumentar as receitas e racionalizar as despesas e desta forma “garantir a sustentabilidade financeira desta Associação”
A Sessão Solene terminou com o desfile da Formatura do Corpo de Bombeiros e da fanfarra. O dia de aniversário dos cento e cinco anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Faial terminou por volta das 00h00, com o arrear das bandeiras. g

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