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26
maio

O Farol da Ribeirinha vai ser reabilitado

Escrito por  SG
Publicado em Geral
O farol da Ribeirinha entrou em funcionamento em 1 de novembro de 1919. Localizado na ponta da freguesia com o mesmo nome é composto por uma torre de alvenaria, forrada de azulejo branco e de seção quadrada. Os compartimentos anexos, de um só pavimento, serviam para habitação dos faroleiros e depósitos de material. 
Ao longo de quase 100 anos de existência este farol foi afetado por várias crises sísmicas. Uma em 1973 que provocou danos na torre e nas suas habitações e outra em 8 de julho de 1998, que quase o destruiu, encontrando-se desde essa altura encerrado.
Este ex-libris da freguesia da Ribeirinha vê agora uma luz ao fundo do túnel no que à sua recuperação diz respeito. No passado dia 19 de maio, numa sessão pública que teve lugar no polivalente da Ribeirinha o Diretor Regional da Cultura, Nuno Ribeiro Lopes, apresentou uma proposta de intervenção para este farol. 
Segundo o Presidente da Junta, “a proposta surge na sequência de diligências desenvolvidas inicialmente pela Junta de Freguesia, com a colaboração de diversos parceiros, liderada posteriormente pela Direcção Regional da Cultura e visa requalificar a ruína consolidando primeiro o muro, e toda a estruturas e torre, instalando uma escada técnica e posteriormente um farolim automático e inclui ainda a construção de quatro módulos de museologia e a elaboração dos seus conteúdos”.
Para Paulo Castelo, o Farol da Ribeirinha “foi e continua a ser o Ex-libres da Freguesia”. Na ocasião, o autarca lembrou que este edifício “destacado por Vitorino Nemésio no seu livro emblemático “Mau tempo no Canal””, foi em tempos “um centro de convívio cultural da freguesia, um espaço de intercâmbio dos Ribeirinhenses com gentes de outras ilhas e mesmo do Continente”, que deixou “marcas sociais muito significativas no carácter das pessoas que vivem na Ribeirinha”. 
No entender do Presidente, “a relação dos Ribeirinhense com o Farol vai muito para além da questão arquitectónica, por este motivo considerou que a proposta de intervenção agora apresentada “é um passo importantíssimo para que se pudesse restituir a dignidade a um marco importante da história da freguesia e da ilha”, salientou.
Neste contexto e apesar de reconhecer que “as tecnologias de apoio à navegação marítima hoje em dia não carecem de uma infraestrutura com esta tipologia”, considera que o Farol da Ribeirinha  é um edifício “importante que não deve desaparecer da memória do Concelho da Horta e em especial dos Ribeirinhenses”.
O autarca lembrou a este respeito que, “a importância deste imóvel como refe-rência para muitos Faialenses levou que entre o ano 2000 e 2001 milhares de pessoas subscrevessem um abaixo-assinado para a reconstrução do Farol da Ribeirinha, intenção que infelizmente nunca foi concretizada”, disse. 
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