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23
junho

Carlos Morais anuncia demissão da direção da CCIH

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral

O Presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH), Carlos Morais apresentou esta semana a sua demissão do cargo por entender que há um “afastamento”dos associados e por considerar que existe uma “tentativa de asfixiamento” da CCIH e de algumas associações.

Carlos Morais presidente da CCIH, anunciou esta terça feira, a decisão de por um ponto final no cargo. Numa conferência de imprensa, realizada na sede da CCIH, Carlos Morais disse que “este pedido de demissão da atual direção vem no seguimento de vários fatores”.

“Sentimos algum afastamento dos associados da sua própria associação talvez um pouco por culpa nossa”, referiu Carlos Morais esclarecendo que a situação se deve “a muitas situações que gostaríamos de ver resolvidas, mas que nunca conseguimos desenvolvê-las a bom tempo”, apontando o caso da sede da instituição e a retirada dos técnicos através da requisição para a vice-presidência.

Sobre este assunto o representante dos empresários refere que esta decisão retirou “quase toda a massa humana disponível para trabalhar e desenvolver projetos nesta Câmara do Comércio”, que tendo em conta a situação financeira em que se encontra não tem condições “para recrutar mais colaboradores ou até ter ficado com algum dos colaboradores requisitados”.

Para o presidente da CCIH “há uma tentativa de asfixiamento da CCIH e de algumas associações”. “Nós tentamos num processo longo que ficasse alguém que nos pudesse prestar assistência”. A este respeito Carlos Morais esclareceu que ao abrigo do PO 2020 a CCIH não pode efetuar analises “em casa própria” dos projetos dos promotores, mas também tendo em conta a situação atual da instituição, “nem se quer podemos fomentar ou promover  junto dos associados que façam investimento nas nossas ilhas de abrangência para que se crie mais postos de trabalho bem como uma nova dinâmica no comércio porque não temos capacidade para manter técnicos ao serviço”, revela.

“Não havendo condições nesse sentido, a direção juntamente com os outros dois elementos, entendeu que se deveriam antecipar as eleições em cerca de oito meses e dar oportunidade a sangue novo que consiga gerar diálogos e consensos junto de quem de direito para resolver a atual situação da Câmara do Comercio”, disse.

O responsável pela instituição defendeu ainda que neste momento é “importante ter uma Câmara do Comércio ativa na defesa dos interesses dos seus associados, mas também é importante que os associados façam chegar as suas preocupações a esta Câmara”.

Relativamente à situação financeira da CCIH, Morais adiantou que a instituição tem uma dívida superior a 500 mil euros e não possuí receitas próprias que lhe permitam fazer fase às despesas e conta atualmente com cerca de 300 associados. “Muita coisa foi feita pela anterior direção, muito coisa foi feita também pela a atual direção, mas quando não temos grandes receitas para poder colmatar dividas a fornecedores que vêem do passado dificulta o funcionamento da instituição”.

De acordo com Morais o pedido de demissão da direção foi formalizado em abril ao Presidente da Assembleia Geral e após a reunião de Assembleia Geral de segunda feira, ficou deliberado novo ato eleitoral a 31 de Agosto, de forma a dar tempo aos sócios para apresentar uma ou mais listas à direção da CCIH, esclareceu.

A atual direção da CCIH tomou posse a 6 de junho, no âmbito das eleições realizadas a 1 de junho para um mandato de três anos (2015-2018). Quando assumiu o cargo entre os seus objetivos constava a estabilização financeira da instituição e a situação da sede da CCIH.

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