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30
junho

Grupo Folclórico e Etnográfico de Pedro Miguel assinala 40.º Aniversário

Escrito por  SG
Publicado em Geral

O Diretor Regional da Juventude, Lúcio Rodrigues em representação do Presidente do Governo Regional dos Açores, o vice-presidente da Câmara da Horta, Luís Botelho e o Presidente da Junta de Freguesia de Pedro Miguel, José Matos, associaram-se no passado dia 23 de junho, às celebrações do aniversário do Grupo Folclórico e Etnográfico de Pedro Miguel. 

Para assinalar os 40 anos de existência o Grupo preparou um programa que incluiu um serão cultural que contou com a presença do Grupo de Cantares “Margens” e do Grupo Coral da Horta.
No uso da palavra, o presidente da direção, Alvarino Pereira Nunes, deu as boas vindas aos presentes e lembrou que estes 40 anos foram feitos de “momentos bons, outros menos bons, mas sempre em luta para continuar.”
Na sua intervenção, o presidente fez um breve resumo da história do Grupo Folclórico de Pedro Miguel, salientando que para a sua fundação, muito importante foi o contributo de João Francisco Faria, Manuel Fernando da Silva, José Luís da Silva, Manuel Inácio Maciel e Manuel Vargas da Terra, já falecidos, de Maria Oliveira Dutra e de Maria de Lurdes Vargas da Terra.
Segundo Alvarino Nunes, a necessidade de evoluir levou a que o grupo em 1991 passasse a ser, também, um Grupo Etnográfico, “começando a partir daí a envergar trajes individuais, que procurassem representar um pouco do que as pessoas da Ilha do Faial vestiam nos finais do séc. XIX, princípios do séc. XX”, explicou.
Desde a sua fundação que o grupo tem mantido grande atividade no que à preservação das músicas e das tradições locais diz respeito. Neste sentido em 1999 decidiu registar o seu repertório “num formato que permitisse uma melhor divulgação das músicas e cantares das nossas gentes”, gravou uma cassete intitulada “Manter Tradições”.
Este formato rapidamente caiu em desuso e em 2011 o Grupo resolveu apostar num formato mais atual que permitisse “continuar a divulgação das músicas e tradições do Faial”, gravando então o seu primeiro CD, intitulado “Ao Toque da Viola”.
No entanto com a “sede” de preservar as suas memórias, na passagem do 29.º aniversário em 2006, o Grupo lançou um livro, intitulado “Notas Soltas de Uma Memória Colectiva”.
Sempre em busca de preservar os usos e costumes dos seus antepassados, “para que não se perdessem com o tempo”, o Grupo começou a recolher artefactos antigos, adianta Alvarino Nunes. Essa recolha, explica, “ganhou especial fôlego após o sismo de 1998, já que ao Grupo vieram parar várias peças resgatadas dos destroços das habitações”.
A dimensão que o espólio ganhou, obrigou à criação de um espaço “condigno para o albergar” foi então que em 2002, o Grupo inicia o processo para a aquisição de um imóvel, na freguesia de Pedro Miguel, com as características necessárias para ser adaptado a Casa Etnográfica, que foi inaugurada a 21 de Junho de 2014.
Ainda no âmbito do projeto da Casa Etnográfica o Grupo tem um novo desafio, revela o presidente, uma vez que em março recebeu uma doação, feita por Maria da Conceição Alves, do terreno anexo à Casa Etnográfica, que irá permitir dar uma “outra dimensão ao futuro projeto de melhoramentos da sua zona envolvente”, revelou na ocasião o presidente do Grupo.
A terminar Alvarino Nunes fez questão de salientar que este Grupo, “ao longo dos seus 40 anos de existência, tem levado o nome da freguesia de Pedro Miguel e da ilha do Faial, a vários pontos do continente português, Madeira e Açores”, através da participação “em acontecimentos de grande relevo para a nossa ilha”, disse.
O presidente aproveitou ainda para agradecer aos atuais elementos, “que com grande espírito de sacrifício, muitas vezes deixando a sua vida para trás, estão presentes em todas as situações: quer em ensaios, atuações, e eventos realizados por este Grupo, nunca deixando morrer esta Instituição, e ajudando a prosseguir o nosso objetivo principal: divulgar a nossa cultura”.
De salientar também que 14 de Junho de 2002, o Grupo Folclórico foi constituído Associação, passando-se a denominar por Grupo Folclórico e Etnográfico de Pedro Miguel, designação esta que se mantém até hoje e a 20 de dezembro de 2007, foi considerado como uma Instituição de Utilidade Pública.

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