O Jardim Botânico do Faial, passou a estar mais acessível a todos os visitantes, através da instalação da sinalética para invisuais.
A inauguração desta sinalética decorreu no final da manhã da passada terça feira no âmbito das comemorações do 31.º aniversário do Jardim Botânico do Faial e contou com a presença da Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo.
Na ocasião a governante afirmou que a partir de agora “qualquer cidadão, independentemente das suas limitações físicas, pode e deve usufruir dos Centros de interpretação de forma autónoma”.
Segundo Marta Guerreiro, “o crescente número de visitantes que se tem vindo a registar ao longo dos últimos anos traz consigo a necessidade de tornar este espaço mais acessível a todos e esta sinalética permitirá que os visitantes invisuais possam percorrer e interpretar, de forma autónoma, as coleções de 'Plantas Aromáticas e Medicinais' e de 'Culturas Agrícolas Tradicionais', bem como movimentar-se dentro do edifício dos visitantes”, lê-se na nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS).
De acordo com a mesma fonte esta nova funcionalidade, que decorreu de uma parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial, permite dotar o espaço com “sinalética interior a indicar os sanitários e o bar, bem como sinalética exterior na horizontal, que indicará a direção a ser tomada pelos visitantes, de modo a percorrerem de forma segura os corredores entre os canteiros, e também por sinalização vertical, em braille, que fará referência às várias plantas existentes”, revelou a Secretária Regional.
Com esta introdução o Jardim Botânico passará ainda a contar "com um Guia de Visitação em Braille que ajudará os visitantes invisuais a compreender a sinalização interior e exterior e, ao mesmo tempo, conhecer o Jardim Botânico, nomeadamente a sua história e organização”, avançou ainda a titular da pasta do Ambiente.
De acordo com o GACS “o Jardim Botânico do Faial foi inaugurado a 18 de junho de 1986 e tem vindo a crescer, não só em área, mas também na sua capacidade de responder aos desafios ambientais que se colocam à preservação das espécies, dos habitats e das paisagens açorianas, sendo cada vez mais, um centro ambiental de referência e de visita obrigatória na ilha do Faial”.