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20
outubro

1.ª Conferência Internacional de Pesca de Salto e vara juntou representantes de 15 países na Horta

Escrito por  TI
Publicado em Reportagem

A I Conferência Mundial de Salto e Vara (CIPSV), que se realizou na cidade da Horta, nos dias 16 e 17 de outubro, contou com a presença de representantes de 15 países, entre os quais da África do Sul, Cabo Verde e do Japão, os quais têm a pesca de atum de salto e vara entre as suas principais pescarias.
Atenta a sua importância, a sessão de abertura contou com a presença do Ministro das Pescas e da Agricultura das Maldivas, Mohamed Shainee, do Presidente da Fundação Internacional de Salto e Vara (IPNLF), John Burton, para além dos anfitriões o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia Gui Menezes, do Diretor Regional das Pescas, Luís Rodrigues e do Presidente da Câmara Municipal da Horta José Leonardo e que reproduzimos nestas páginas

Luís Rodrigues satisfeito com a realização da I Conferência Internacional de Pesca de Salto e vara

A ideia de organizar este evento surgiu de contatos entre o Governo Regional dos Açores, a Fundação Internacional de IPNLF e o Programa para a Observação das Pescas dos Açores, revelou o Director Regional das Pescas na sessão de abertura do evento.
Segundo Luís Rodrigues o “objetivo era valorizar e discriminar positivamente a pesca de salto e vara, nas suas dimensões ambiental, social e económica”.
Na sua intervenção o diretor avançou que “a ideia foi de imediato acarinhada pela Federação das Pescas dos Açores, pela APASA e da PÃO DO MAR”.
Rodrigues explicou que “A APASA é a Associação de Produtores de Atum e Similares dos Açores, e a Pão-do-Mar é a Associação da Industria Conserveira dos Açores. Tanto a APASA como a Pão-do-Mar são associadas da Fundação Internacional IPNLF.
De acordo com o responsável “desafio não foi fácil, com tantos constrangimentos de quem vive em ilhas, de quem vive no meio do Oceano Atlântico, até com um furacão tivemos que saber agir, ainda assim, foram 15 países que aderiram a esta causa a esta iniciativa e que contribuíram para que aqui hoje estivéssemos”.
No seu discurso, o diretor salientou que “a pesca do atum de salto e vara, faz parte da identidade dos Açores, é uma atividade artesanal, seletiva e que ocupa na fileira da pesca entre investigadores, pescadores e Industria Conserveira, comerciantes, milhares de postos de trabalho. Nos últimos cinco anos, em cada ano que passa pescamos metade do que pescamos no ano anterior”, deu a conhecer.
“Como sabem os tunídeos são migradores, antes de chegar aos Açores no seu percurso, existem sistemas de pesca altamente intensivos, que capturam quase tanto, permitam-me o exagero, capturam num lance quase tanto quanto os Açores capturam num ano”, neste sentido defendeu que “é importante estarmos atentos, estarmos de alerta, temos a responsabilidade de agir”.
Para o governante “este problema, sabemos pelos nossos parceiros da IPNLF que é também vivido por outros países, por outras comunidades piscatórias, e também é essa a razão de estarmos aqui hoje”.
“Serão dois dias e meio de trabalho, procuramos um modelo dinâmico, de dar voz ao maior número de projetos, de realidades, de experiências, apelo por isso à capacidade síntese dos oradores, apelo também ao profissionalismo dos moderadores, apelo aos senhores tradutores, e à vossa paciência, isto de facto o programa está condensado”, afirmou na ocasião.
O director referiu que no segundo dia foi feita a “leitura da declaração Açores, a favor das pescarias do atum por salto e vara”. “Informo a todos que esta declaração está disponível em quatro línguas, disposta aqui pelas salas. Quem não concordar com a declaração que se trata apenas de um código de conduta, mas quem por ventura não concordar com a declaração queira dar essa indicação no secretariado, caso contrário todos seremos signatários subescritores dessa declaração”, frisou.
Para este evento, a APASA preparou um pequeno filme sobre o salto e vara, que esteve em lup numa das salas. Estiveram também disponíveis diversos espaços para reuniões bilaterais. No fim da tarde do segundo dia teve lugar um cocktail, degustação de produtos da indústria conserveira.
No último dia (quarta-feira) foi efetuada uma visita à Lotaçor, “local onde se faz a venda do peixe, tenho a indicação de que talvez não seja o dia mais favorável em termos de quantidade de peixe, mas as instalações estão disponíveis para visita, não só as instalações da Lota como embarcações atuneiras, portanto que fazem a pesca do atum por salto e vara”, informou.
O primeiro painel e de abertura foi constituído pelo Ministro das Pescas e da Agricultura das Maldivas Dr.Mohamed Shainee, pelo Secretário Regional do Mar Ciência e Tecnologia Gui Meneses, pelo Presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo, e pelo Presidente da Fundação Internacional de Salto e Vara John Burton.

CIPSV afirma a Horta enquanto Capital Mar dos Açores, defende José Leonardo Silva

“Sejam todos bem-vindos à ilha do Faial, onde a nossa baía está incluída no clube das mais belas baías do Mundo. É uma honra para o nosso Concelho, receber um encontro Internacional desta dimensão, ainda mais por estar ligado ao setor das pescas, que representa uma área económica significativa para a economia desta ilha e da Região Autónoma dos Açores”, afirmou José Leonardo Silva na sessão de abertura da I Conferência Internacional de Pesca de Salto e vara, que decorreu esta semana na Horta.
O presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) salientou que “ao longo dos anos nos Açores fomos traçando e alcançando objetivos importantes no setor das pescas, que nos conduzissem a uma pescaria mais sustentável, selectiva e de qualidade que diferencie o nosso produto, valorize os nossos pescadores e empresários, e traga mais qualidade e retorno económico ao produto capturado”.
Segundo o autarca, “hoje nos Açores fruto também das políticas levadas a efeito pelo Governo Regional dos Açores, dos contributos da Universidade dos Açores através do Polo Universitário da Horta, das parcerias com as várias Associações e pescadores, temos uma pesca não massificada que protege os ecossistemas e que procura a qualidade em detrimento da quantidade”, defendeu.
José Leonardo Silva, louvou a realização desta iniciativa, considerando que esta “permitirá com certeza analisar as últimas tendências do setor e o comportamento dos mercados assim como no caso dos Açores, traçar um código de conduta que defenda ainda mais o nosso esforço de pesca”.
“Para a Ilha do Faial, a vossa presença é um sinal do percurso que temos realizado em conjunto com diversas entidades públicas e privadas, bem como com muitos particulares, na afirmação da Horta enquanto Capital do Mar dos Açores, onde está justamente a nascer uma escola do mar, que trará certamente grandes contributos para a formação e discussão científica que ainda importa continuar para o futuro”, frisou.
O presidente considerou ainda que o “conhecimento é a melhor arma de defesa de um setor, que tem as suas fragilidades, mas que tem também alternativas importantes e valorizadoras, que pode e deve percorrer. Por essa razão as pescas foi um dos temas escolhidos para um dos fóruns do projeto municipal Mar Nostrum, que ilustra bem as preocupações que nos assistem a todos e o caminho que temos de continuar a trilhar em conjunto”, disse.
“Durante os próximos dois dias, sairão desta sala importantes contributos para a política Mundial da pesca de atum de salto e vara, um pescado de referência, que distingue os melhores pratos dos melhores restaurantes nos quatro cantos do mundo”, sustentou o presidente do executivo camarário.
A finalizar o autarca referiu que: “resta-nos aguardar, pelo resultado dos vossos trabalhos, e desejar por isso que eles decorram de forma o mais proveitosa possível, associando-se também a Câmara Municipal da Horta, a este evento que mais uma vez projeta a ilha do Faial e os Açores, num setor muito importante que é o setor das pescas”.

John Burton reconhece a necessidade de desenvolver soluções específicas para a indústria pesqueira

Na sessão de abertura da I Conferência Internacional de Pesca do Atum de Salto e Vara, que decorreu esta semana na cidade da Horta, o Presidente da Fundação Internacio-nal de Salto e Vara (IPNLF), deu os parabéns e agradeceu aos anfitriões, o Governo dos Açores e a Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia por juntarem tantas partes interessadas na mudança do fornecimento de atum one by one, a fim de partilhar práticas, de discutir soluções, de partilhar desafios, de avaliar o potencial do marketing das dinâmicas social e económica das indústrias pesqueiras one by one e explorar formas de colaboração para o progresso do setor.
John Burton salientou que está “envolvido no mundo das indústrias pesqueiras one by one do atum há mais de 30 anos. Ou seja, tem tido um enorme papel na sua vida e é, realmente, a sua paixão, ligar pescadores responsáveis e com o mesmo negócio, assegurar-lhes preços apropriados aos produtos premium e mostrar-lhes os benefícios que têm nas suas comunidades”, disse.
Para aqueles que, talvez, não estão familiarizados com a Fundação Internacional de Salto e Vara, explicou, durante alguns minutos, quem são e o que fazem.
“A IPNLF é uma fundação registada no Reino Unido há seis anos. Trabalha para demonstrar e melhorar o valor das indústrias pesqueiras one by one do atum para as comunidades costeiras que dependem deles”. “Quando nos referimos à pesca one by one, estamos a falar de técnicas que incluem um anzol e uma linha para pescar um atum de cada vez”, explicou.
Segundo Burton “muitas regiões costeiras têm uma longa e orgulhosa história da pesca tradicional do atum, incluindo os Açores. A indústria pesqueira é muito centrada nas pessoas, visto que sustentam bairros e comunidades costeiras por todo o mundo, oferecendo postos de trabalho, nutrição e um modelo para sustentar a indústria pesqueira do atum e o ambiente maninho”.
O Presidente da IPNLF considerou que a “fundação tem um papel duplo. Promove em todo o mundo os benefícios ambientais e socias que derivam da indústria pesqueira one by one e ajuda, desenvolve e apoia esta pesca a melhorar a longo prazo a sua viabilidade e sustentabilidade”.
“Em suma, o seu objetivo não é só ambiental como também é social. Luta para ajudar a melhorar as vidas de pescadores one by one de atum que, muitas vezes, acham difícil competir numa indústria dominada pela pesca industrial. Trabalham, por isso, com pescadores, companhias, ONGs e governos para garantir que a indústria pesqueira mantenha uma cultura de integridade e de trabalho para ver os seus esforços reconhecidos e recompensados no mercado”, esclareceu na ocasião.
Na sua intervenção o presidente da IPNLF, adiantou que a associação “é apoiada por uma rede de organizações e partes interessadas de todo o mundo, desde cadeias de restaurantes, a retalhistas, a processadores, a distribuidores e a associações de pescas que, tal como eles, querem assegurar uma fonte sustentável de atum que sustenta a vida e o bem-estar”.
“De momento, tem 48 membros por todo o mundo e acolheu no ano passado o primeiro membro dos Açores, a APASA, Associação de Produtores de Atum e Similares dos Açores. Mais recentemente, a associação de produtores Pão-do-Mar e a Federação de Pescas dos Açores também se tornaram membros”, deu a conhecer o responsável pela associação.
Burton adiantou ainda que “no início do ano, a Woolworths tornou-se o primeiro membro revendedor da IPNLF em África. Esta adesão não só foi um marco significante no seu progresso como também foi outro passo importante para o apoio que a Woolworths dá para melhorar a gestão do atum em todo o mundo”, frisou.
O orador, após a projecção de um vídeo produzido pela Woolworhs com o apoio da IPNLF para o lançamento do atum das Maldivas pescado a salto e vara na Woolworths, na África do Sul que demonstra a importância desta indústria pesqueira para as pessoas das Maldivas e para o mercado, mostrou a sua satisfação pela presença nesta conferência de Mohamend Shainee, Ministro das Pescas e Agricultura da República das Maldivas.
De acordo com Burton, “as Maldivas são conhecidas por muitos com a casa do salto e vara e como a indústria pesqueira mais limpa e mais ecológica do mundo, onde o atum é pescado da mesma maneira há mais de 900 anos”. No seu entender, o Ministro das Pescas da Maldivas “tem mostrado uma liderança inspiradora no setor da pesca sustentável, tanto no seu país como nos compromissos com a gestão internacional de indústrias pesqueiras one by one de atum, proporcionando uma plataforma para o seu país e para outras nações de pesca one by one para capitalizar a enorme procura internacional por atum pescado one by one de forma sustentável”, salientou.
Sobre os mercados de atum pescado one by one em crescimento, referiu que “o mercado internacional está a acompanhar as indústrias pesqueiras que apoiam”. Ele próprio tem sido testemunha de muitas mudanças na indústria ao longo das últimas três décadas. “Vi o crescimento do apetite do mercado por produtos de atum pescado one by one em todo o mun-do. A indústria sugere que a procura global por atum pescado one by one vai continuar a aumentar, em grande parte, devido às nações e mercados líderes sustentáveis”, alertou.
“Esta é a procura, mas o que fornecer? Questiona Burton, respondeu que “as indústrias pesqueiras one by one de atum têm de fornecer mais do que fornecem atualmente. Portanto, existe uma pressão para procurarmos formas de aumentar o total de atum sem contribuir para sobrepesca”, frisou.
Juntamente com os seus membros, a IPNLF reconhece a necessidade de desenvolver soluções específicas para a indústria pesqueira. Por isso, está envolvida num número de projetos por todo o mundo.
Burton vê a colaboração como uma importante forma para o progresso do setor pesqueiro one by one e para resolver alguns dos desafios que enfrentamos. “Juntar pessoas para partilhar experiências, para aprender uns com os outros e para trabalhar em conjunto em soluções comuns aos problemas”, sustentou .
De acordo com o presidente da IPNLF “esta conferência é o caso perfeito para realçar o tipo de impacto que podemos ter quando trabalhamos juntos. Estamos todos aqui com a intenção de facilitar discussões e abrigar colaborações multinacionais do setor entre indústrias pesqueiras e partes interessadas”, lembrou.
Para concluir, o Burton relembrou os presentes da “importância e da popularidade do atum como um peixe e como uma fonte saudável e acessível de proteína, esperando que muitas das partes interessadas sigam o exemplo do nosso anfitrião em progredir com os planos para a indústria pesqueira one by one, dando as ferramentas para capitalizar as indústrias pesqueiras na grande procura internacional por atum one by one sustentável, enquanto salvaguardam o futuro de muitas comunidades costeiras para muitas gerações que estão para vir”, concluiu.

“Pesca do atum com artes de salto e vara faz parte do património social e cultural dos Açores”

Quem o afirmou foi Gui Menezes, na sessão de abertura da I Conferência sobre o tema, que decorreu esta semana na Horta e que trouxe à ilha representantes de 15 países.
“Esta é uma técnica utilizada desde sempre pelos nossos pescadores e representa uma das pescarias mais importantes nos Açores, é também fundamental para a indústria conserveira, que emprega cerca de 900 trabalhadores e labora por ano cerca de 20 mil toneladas de pescado”, referiu o governante, salientando que “esta é uma indústria que gera, anualmente, cerca de 66 milhões de euros, e que tem sabido criar novas linhas de produtos que se têm revelado determinantes na nossa afirmação nos mercados internacionais e cuja qualidade é amplamente reconhecida”.
O Secretário Regional Mar Ciência e Tecnologia (SRMCT) considerou “a frota atuneira dos Açores como a nossa maior frota, mas que ainda hoje em dia continua a desenvolver a sua atividade exclusivamente com artes de salto e vara, utilizando pequenos pelágicos, como o chicharro, como isco vivo. A nossa frota atuneira é a única com capacidade de operar em toda a nossa ZEE”, sustentou.
“Num momento em que a comunidade internacional se preocupa com a utilização de artes demasiado intensivas e não seletivas, como as redes de emalhar e de cerco, a pesca do atum de salto e vara deve ser reconhecida como uma pescaria altamente seletiva e "amiga" do ambiente, dado que não apresenta capturas acessórias”, defendeu.
De acordo com Gui Menezes, o “Governo dos Açores propôs, junto da Comissão Europeia, a adoção de medidas que descriminem positivamente as frotas que capturam atum com artes de pesca artesanais, menos lesivas para os recursos e para os ecossistemas pelágicos”.
O governante realçou que “nos Açores, as nossas pescarias são devidamente certificadas, desde 1998, com o estatuto Dolphin Safe, pela organização não governamental Earth Island Institute, através do nosso Programa de Observação para as Pescas, o POPA, sendo que também somos uma das primeiras frotas do mundo a cumprir os critérios Friend of the Sea”, destacando ainda “a importância do POPA, a par de outros programas de monitorização das pescas que existem nos Açores, para a produção de conhecimento científico sobre os nossos recursos marinhos”.
A este respeito Gui Meneses lembrou que “embora a gestão dos tunídeos seja realizada a nível internacional, o Governo dos Açores elencou um conjunto de medidas que podem contribuir para uma melhor gestão do stock de atuns em várias regiões”, apontando que “a criação de faixas marítimas livres de dispositivos agregadores de peixe, orientadas de sul para norte, poderá ser uma boa medida para minimizar o efeito dos FAD, que poderá aferir o efeito destes dispositivos nos hábitos migratórios dos atuns”.
O SRRMT alertou que “a proliferação a que se tem assistido do uso de dispositivos agregadores de peixe, especialmente na costa africana, tem um impacto imprevisível no futuro de alguns stocks e é por isso que temos defendido a implementação urgente de medidas precaucionarias, bem como o estudo real do efeito destes dispositivos”.
“Nos últimos anos, temos assistido a uma deslocalização massiva das embarcações que pescam atum com a arte de cerco e que, acreditamos, também está a afetar a abundância de tunídeos nas nossas águas”, disse o secretário adiantando que “pretendemos, pois, que a Comissão Europeia proponha uma restrição no que respeita ao número de embarcações licenciadas a operar com a arte de cerco destinadas à captura de tunídeos em todo o Atlântico”.
Segundo o titular da pasta “a elevada qualidade natural do atum selvagem dos mares açorianos é reconhecida mundialmente. O facto de as artes de salto e vara permitirem capturar os peixes mantendo a sua qualidade, potencia as perspetivas de valorização, através de mercados mais nobres, como é o caso dos mercados de venda de peixe fresco”, registou.
Gui Menezes espera que o selo de qualidade “Marca Açores” seja “um contributo importante para a promoção do nosso atum em mercados internacionais. E também que alguns dos nossos atuneiros comecem a adotar novas técnicas de conservação de atum, de modo a valorizarem cada vez mais estas espécies”, frisou.

Mohamend Shainee garante que o seu país tem sido rigoroso em banir todas as formas de pesca de cerco comercial

O Ministro das Pescas e Agricultura da República das Maldivas esteve presente na Primeira Conferência Internacional de Salto e Vara, para discursar sobre esta arte e dar o exemplo do seu país.
“A República das Maldivas tem sido rigorosa ao banir todas as formas de pesca de cerco comercial para assegurar que os métodos da pesca one by one são preservados”, afirmou o ministro.
No seu discurso, na sessão de abertura da Primeira Conferência Internacional de Salto e Vara, o Ministro das Pescas e Agricultura da República das Maldivas começou por falar da pesca de Salto e Vara do seu país, conhecido como a casa desta arte. “Evidências históricas remetem a pesca de salto e vara nas Maldivas ao ano de 1153, que é a principal atividade económica do país”, disse Mohamed Shainee.
Mohamend Shainee realçou que apesar de outras formas de pesca serem mais rentáveis, “a República das Maldivas tem sido rigorosa ao banir todas as formas de pesca de cerco comercial para assegurar que os métodos da pesca one by one são preservados”, explicando que “este tipo de pesca é mais ecológico visto que é bastante seletivo e que evita a captura acessória”.
O ministro acrescentou ainda que a pesca one by one também acarreta benefícios económicos e socias para a comunidade. “Uma típica indústria pesqueira de salto e vara emprega entre 20 a 25 pessoas e pesca cerca de 3 ou 4 toneladas numa viagem e o lucro é dividido igualmente pelos pescadores. Em contraste, uma indústria maior emprega cerca de 50 pessoas e apanha entre 40 e 50 toneladas de peixe numa boa viagem, mas a maioria dos lucros é do dono da embarcação e uma pequena parte é distribuída pela tribulação”, relata Mohamed.
“90 % das exportações das Maldivas são peixes e produtos derivados do peixe. É estimado que exportamos aproximadamente 160 milhões de dólares de atum e seus derivados”, dá a conhecer o ministro.
Mohamed refere ainda que “muitas das suas indústrias pesqueiras aderem a sistemas de certificação para demonstrar a sustentabilidade dos seus produtos aos consumidores, apesar do custo destas certificações e o custo de mantê-las”. No entanto, lamenta o facto de estes sistemas estarem a apoiar, recentemente, métodos de pesca não sustentáveis.
Por fim, o ministro maldívio agradece a oportunidade de discursar sobre este tópico e agradece ainda à Secretaria Regional e aos organizadores da conferência “por tomarem a iniciativa de realizar uma conferência para promover e demonstrar os benefícios ambientais, económicos e social da pesca one by one de atum.

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