Tendo em conta o sucesso da primeira edição que envolveu cerca de 100 voluntários e no qual foram resgatadas 116 aves, Observatório do Mar dos Açores (OMA) decidiu voltar a associar-se à Campanha SOS Cagarro 2017 através do programa Brigadas Científicas “Ciência Cidadã”.
Este projeto iniciado em 2016, tem como objectivo não apenas resgatar cagarros juvenis através dos tradicionais salvamentos, mas também recolher informação mais precisa e útil para suportar cientificamente medidas de conservação da espécie
Depois do grande sucesso do ano passado, que envolveu quase 100 voluntários e no qual foram resgatas 116 aves, o Observatório do Mar dos Açores (OMA) vai organizar uma vez mais brigadas científicas no âmbito da Campanha SOS Cagarro 2017.
Este programa de “Ciência Cida-dã” concebido pela Direção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM), em parceria com investigadores do Instituto do Mar e Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (IMAR – DOP/UAç), com o apoio dos Parques Naturais de Ilha (PNIs), vai decorrer entre 23 de outubro e 5 de novembro, período crítico da queda destas aves.
O programa de brigadas dedicadas, tem como objectivo não apenas resgatar cagarros juvenis através dos tradicionais salvamentos, mas também recolher informação mais precisa e útil para suportar cientificamente medidas de conservação da espécie.
Estas brigadas, que têm duração de aproximadamente três horas, terão início e fim na Casa do Parque no Monte da Guia e serão precedidas por um briefing onde será fornecida informação adicional sobre o programa e distribuído algum do material necessário. Uma brigada, tem que ter no mínimo dois participantes e no máximo cinco, ter uma viatura própria e um smartphone .
No decorrer da brigada será percorrido um percurso predefinido e os cagarros resgatados serão recolhidos na Casa do Parque, para serem anilhados e libertados no dia seguinte.
“Os juvenis desta ave tão emblemática nas nossas ilhas, onde nidifica cerca de 80% da população mundial, correm sérios riscos ao saírem do ninho para o seu primeiro voo, uma vez que podem ser encadeados pelas luzes artificiais e cair em estradas ou noutros locais, onde ficam vulneráveis a atropelamentos e a predação”, revela o OMA na nota de apresentação deste projeto.