As faialenses que estão a participar no projeto holandês “School at Sea” chegaram esta sexta feira a Tenerife.
Esta é a sua terceira paragem desde que partiram de Amesterdão a 27 de outubro
A velejadora do Clube Naval da Horta (CNH), Mariana Rosa e Miriam Pinto chegaram esta sexta-feira, dia 13, a Tenerife.
As faialenses estão a bordo do “Thalassa”, no âmbito do “School at Sea”, Projeto educativo holandês que reúne alunos de todo o mundo, do ensino secundário, com idades entre os 14 e os 17 anos.
Mariana Rosa e Miriam Pinto, são as únicas portuguesas a bordo, sendo os restantes 35 alunos todos holandeses. Neste projeto, os participantes fazem parte do ano letivo a bordo de um navio à vela, com tudo o que implica a vida marítima, desde a cozinha à navegação, passando pela manutenção do navio, meteorologia e limpeza.
A aventura teve início a 27 de outubro e termina a 21 de abril de 2018 no porto de partida em Amesterdão
No seu blog Mariana Rosa refere que a viagem até Tenerife durou 17 dias “com duas paragens e muitos vómitos pelo caminho”
Segundo a velejadora nos primeiros dias o vento não esteve a favor, por isso metade da viagem até Espanha foi feita a motor.
“Estivemos dia 2 e 3 de novembro em La Coruña e nesses dois dias eles deram-nos algumas horas para conhecer a cidade. Tenho que dizer que a rua principal é linda!”
A segunda paragem foi em Porto Santo. Mariana conta que “ao atracarmos estava tanto vento que um barco a tentar ir para outro sítio, veio bater em nós, mas não aconteceu nada”.
Quanto à rotina diária a velejadora do CNH avança que “nos dias no mar eu tenho wacht das 9h à 1h e passo o tempo quase todo ao leme.
Adoro a sensação de estar sozinha ao leme, só a ouvir o som do vento e das ondas e a ver as estrelas cadentes a passar”.
Mariana confessa no seu “diário de bordo” que “até agora a viagem está a ser incrível, apesar de ser a pessoa que mais vomita”.
Falar holandês também já faz parte do seu dia a dia “apesar de ainda só saber algumas frases e palavras”.
Mirian Pinto, no Facebook publicou que as duas horas antes da partida foram de “muita ansiedade e nervosismo” e recorda que na altura ela e todos os restantes participantes estavam “a rezar para poder voltar para casa”.
O Thalassa ruma agora com destino até à sua próxima paragem Cabo Verde.