Na passada quarta-feira, os professores da Horta usufruíram do seu direito à greve e concentraram-se junto da EBI da Horta, seguindo depois para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRRA) para a entrega de uma Resolução
Em Dia Nacional de Luta dos Professores e Educadores, dia 15 de novembro, em convergência com todas as organizações sindicais, cerca de 50 professores do Faial usufruíram do seu direito à greve e concentraram-se junto da EBI da Horta, pelas 9h00, para demonstrar o seu descontentamento com a atitude do Governo em relação à profissão.
Para além disso, dirigiram-se em conjunto à ALRA para entregarem uma Resolução e revindicar “todos os anos durante os quais a carreira esteve congelada, exigindo a contagem integral do tempo de serviço que cumpriram para efeitos de reposicionamento e progressão na carreira”, afirmam os professores e educadores na Resolução entregue ao chefe do gabinete da Presidente da Assembleia Legislativa, à qual o Tribuna teve acesso.
Os professores apresentaram-se abertos “à negociação de uma recuperação faseada do tempo que esteve congelado, mantendo-se, contudo, indisponíveis para a perda, ainda que parcial, de anos de serviço que foram cumpridos com inegável e reconhecido mérito”, lê-se.
Deste modo e contrariamente à afirmação do Primeiro-Ministro, “os docentes pretendem mesmo a reconstrução / regularização da sua carreira, pois, por medidas diversas impostas nos últimos anos, tem sido subvertida, a ponto de a não ser contado integralmente o tempo de serviço, a maioria dos Professores e Educadores estar impedida de chegar ao seu topo, não por falta de mérito, mas por falta de tempo útil”, sustentam os profissionais da educação.
Adicionalmente os professores lutam para que “o regime de aposentação reconheça o desgaste da profissão porque atualmente os professores têm muitos anos de serviço e acusam um desgaste já muito grande” revela a representante dos docentes em declarações ao Tribuna das Ilhas.
A própria acrescenta que os professores e educadores estão a lutar também “pelo direito de os docentes contratados serem posicionados também na carreira de acordo com o tempo de serviço e pelo combate à precariedade docente e vinculação dos docentes contratados às escolas”.
Os docente rejeitam ainda “novas penalizações, alegadamente decorrentes de um qualquer regime transitório” e “qualquer tipo de discriminação” de carreira “em relação a outras da Administração Pública”.
Esta manifestação foi realizada em conjunto com o Sindicato de Professores da Região Açores (SPRA) e com professores e educadores da ilha da Terceira e da ilha de São Miguel que também fizeram greve e se reuniram junto à Secretaria Regional de Educação e Cultura e ao Palácio de Sant’Ana, respetivamente.