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15
dezembro

Grupo do Aeroporto da Horta acusa Comissão de Economia da ALRAA de descredibilizar peticionários

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral

O Grupo Aeroporto da Hortaacusou a Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) de descredibilizar a petição a favor do Aeroporto da Horta e de mais e melhores acessibilidades aéreas ao Faial.
Segundo Dejalme Vargas, porta voz do grupo em causa estão os pedidos de parecer por parte da Comissão de Economia, “que para o Aeroporto da Horta apenas solicitou sete enquanto que para a petição do Aeródromo do Pico foram solicitados treze”, denuncia

Numa conferência de imprensa realizada na passada semana na Horta, o Grupo Aeroporto da Horta, acusou a Comissão Permanente da Economia da ALRAA de “deliberadamente” optar por “humilhar os mais de 2.500 cidadãos e cidadãs que subscreveram a petição a favor do Aeroporto da Horta e de mais e melhores acessibilidades aéreas ao Faial”.
Segundo Dejalme Vargas, primeiro subscritor da petição, “a incoerência e a discriminação implícitas na implementação de critérios diferenciados foi tal que, sem se saber a que título, algumas individualidades foram convocadas para apenas declararem a convicção de que o Aeroporto do Pico é melhor que o do Faial”, denunciou.
O porta voz do grupo chama ainda a atenção para a questão dos pedidos de pareceres técnicos por parte desta Comissão da Economia, referentes à ampliação dos aeroportos das duas ilhas. Segundo Vargas, “para a petição referente ao Aeroporto da Horta foram solicitados sete pareceres; mas, estranhamente, em relação à petição respeitante ao aeródromo do Pico o número de pareceres solicitado aumentou para treze”, revelou.
O representante do grupo Aeroporto da Horta considerou que esta discriminação representa “um acto singularmente grave e desonroso que não dignifica o Parlamento Açoriano e ofende todos os faialenses que lutam pelo desenvolvimento socioeconómico desta importante parcela da Região Autónoma dos Açores”, pelo que esta situação merece o seu “protesto” e uma “resposta à altura da ofensa”, uma vez que “está em causa o futuro da nossa terra”, frisou.
Neste sentido, o porta voz entende “que é, por isso, fundamental conhecer as tomadas de posição que, em relação a tal afronta, têm ou virão a ter, a curto prazo, os legítimos representantes dos faialenses nos órgãos de poder local, regional e nacional”.
Na conferência de imprensa, que contou com a presença de alguns dos apoiantes do movimento Aeroporto da Horta, o Dejalme Vargas garantiu que não deixarão de “continuar a pugnar pela concretização de um objetivo essencial para o desenvolvimento e progresso da ilha do Faial, procurando sempre unir esforços, acima de qualquer disputa partidária, em suporte de todas as iniciativas que visem a ampliação e a melhoria das condições de operacionalidade do Aeroporto da Horta”, disse.
No final desta conferência de imprensa e em resposta aos jornalistas sobre se “o facto do presidente da Comissão ser deputado do Pico poder estar na origem desta dualidade de critérios, o porta-voz considerou a pergunta “pertinente” e afirmou: “não quero acreditar que uma Comissão de Economia só por ter um presidente do Pico tem esta discriminação para com esta petição que é semelhante, mas que foi entregue mais cedo que a petição do Pico e que tem mais assinaturas”.
Questionado sobre a revisão em breve das Obrigações de Serviço Público (OSP), Dejalme Vargas, adiantou que espera sejam mais benéficas para o Faial, tendo em conta que em relação “à última revisão já foi assumido pelo presidente do governo, que não foram as ideais para a ilha”.
Relativamente à Ampliação da Pista do Aeroporto da Horta, Dejalme Vargas remeteu as culpas para o Governo Regional, o Governo da República e até a ANAC.
A este respeito o porta voz, lembrou que há mais de 16 anos que Ferro Rodrigues prometeu a ampliação da Pista do Aeroporto da Horta, no entanto durante este tempo nada foi feito. “O PS e o PSD teimam em querer atirar as culpas um para cima do outro, Carlos César prometeu e não cumpriu, Passos Coelho poderia ter resolvido o problema aquando da Concessão da ANA à VINCI e não o fez”, sustentou.
Por outro lado, refere Dejalme Vargas “a ANAC é também culpada do que se passa no nosso Aeroporto, porque nas zonas RESA e na questão do factor carga, quando a ANA era propriedade da República se tivesse dito que tinham de ser feitas as obras no Aeroporto da Horta, por razões de segurança e porque não cumpre os regulamentos da ICAO em vez de passar os ditos certificados e tivesse tomado uma posição em defesa do Aeroporto hoje não estávamos nesta situação”, reforça.
Outra situação que preocupa o representante do Grupo do Aeroporto é o facto da ANAC ir recertificar os aeroportos em 2018. Em relação ao Aeroporto da Horta, Dejalme Vargas avança que como “este como não tem as medidas RESA vai perder a certificação”.
O responsável pelo grupo avança que “o que sabemos é que a ANAC vai dar um prazo para que a ANA/VINCI faça essas obras” e que “a ANA está a elaborar projetos para colmatar essa situação que implica crescer 90 metros para cada lado”.
Para Vargas, “esses 90 metros não servem para aterrar portanto e ao fim destes 180m estarem concluídos a pista vai ter o mesmo cumprimento. Achamos é que é um desperdício a ANA estar com esta vontade devido às obrigações que tem e o Governo Regional e Nacional não se chegarem à frente”. A este respeito o porta voz lamenta que “este ano foi anunciado que o aeroporto devido ao número de passageiro pode-se candidatar a Fundos Europeus e não se consiga realizar uma obra de 35 milhões”.
A finalizar o peticionário salientou que o grupo irá continuar a debater-se pelo aumento da Pista. “O que pedimos é a ampliação da pista para que os A321 novos possam aterrar na Horta. Isso é que resolve os problemas do nosso aeroporto”, concluiu.

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