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15
dezembro

Parlamento Açoriano assinala Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral

No âmbito das Comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e aproveitando a época de Natal, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) convidou os Utentes do Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia da Horta - CAO e do Projeto Moviment’Arte da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial - APADIF para procederem à decoração da Árvore de Natal e à montagem do Presépio no átrio do Parlamento Açoriano.
A iniciativa organizada pela ALRAA integra-se nos projetos Parlamento Inclusivo e Parlamento Aberto, que tem como objetivo promover a participação e a integração de todos os cidadãos no relacionamento das várias nstituições, das diferentes ilhas do arquipélago, com este organismo

O Dia Internacional da Pessoas com Deficiência, que se assinala a 3 de dezembro é uma data comemorada a nível internacional pelas Nações Unidas desde 1998, que tem como objetivo promover uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência e mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos, assim como o bem-estar destas pessoas.
A celebração deste dia procura ainda aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspeto da vida política, social, económica e cultural.
Aproveitando esta data e à semelhança do que já vem sendo uma tradição nesta altura do ano a ALRAA abriu as suas portas e em conjunto com a APADIF e com o CAO da Santa Casa da Misericórdia da Horta levou a efeito uma iniciativa que teve em vista a decoração da Árvore de Natal e a montagem do Presépio do átrio do edifício do Parlamento Açoriano.
Este ano, a ornamentação da Árvore de Natal esteve a cargo dos utentes do CAO da Santa Casa da Misericórdia da Horta, cabendo aos utentes do Projeto Moviment’Arte da APADIF a montagem do presépio.
Esta iniciativa envolveu cerca de 60 utentes de ambas as instituições e, para além da montagem do presépio e da decoração da árvore de Natal, incluiu vários momentos de dança, numa tarde de muita animação.
Segundo Ana Luís, Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, estas iniciativas “integram-se nos projetos Parlamento Inclusivo e Parlamento Aberto da Assembleia Legislativa” e revestem-se de “grande importância”, na medida em que “permitem trazer o espírito de Natal ao Parlamento Açoriano”.
“Neste caso, dada a proximidade do Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência aproveitamos para convidar o Moviment’Art da APADIF e o CAO da Santa Casa da Misericórdia para nos virem ajudar não só decorar a Árvore de Natal, como também construir o presépio”, revelou Ana Luís ao Tribuna das Ilhas.
No entender da presidente, esta é uma forma da ALRAA dar “visibilidade a estes dois projetos e de abrir a porta da Assembleia a estes utentes”, bem como dar “uma oportunidade” de tanto o CAO como o Moviment’Art, “apresentarem o seu trabalho”, salientou.
Também à nossa reportagem, Lara Rosa, responsável pelo CAO da Santa Casa da Misericórdia destacou a importância destas iniciativas.
De acordo com a coordenadora “é muito importante a participação destas pessoas nestes eventos organizados pela comunidade, não só para dar a conhecer o nosso trabalho, mas dar visibilidade ao trabalho que é feito por estas pessoas com deficiência à Assembleia e a toda a comunidade em geral”, disse.
“Estas iniciativas são de louvar até porque no dia 3 assinalamos o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, por isso faz todo o sentido participarmos nestes eventos que também são sempre bem acolhidos pela nossa instituição”. Por outro lado, avança ainda Lara Rosa, “para eles também é extremamente importante sair da instituição, sentirem-se úteis”, salientou.
A integração destas pessoas na comunidade é apontada como uma das principais dificuldades que tanto os utentes como as próprias instituições se debatem diariamente.
Neste sentido Lara Rosa adianta que “nós desenvolvemos algumas actividades em contexto da própria instituição, quer do CAO, quer da Santa Casa da Misericórdia e temos neste momento dois utentes a desenvolver ao abrigo de uma parceria com a Câmara e com uma secretaria regional algum trabalho mas gostávamos de ter muitos mais utentes inseridos neste mercado de trabalho”. “Embora seja um mercado de trabalho não remunerado é uma forma de eles se sentirem úteis, integrados e também de valorizar o dia-a-dia deles”, defende.
A responsável pelo CAO, acredita que para resolver esta questão “bastava acima de tudo sensibilizar”. Neste contexto entende que “a Santa Casa tem de projetar mais o trabalho que faz e também as reais capacidades e potencialidades destes utentes, de forma a que os serviços fiquem sensibilizados e sintam que eles podem ser uma mais valia”, reforça.
José Fialho também é da opinião que a integração destes utentes na sociedade é fundamental. Esta tem sido aliás, uma prioridade da instituição. “A integração destes utentes tem sido uma tarefa que a APADIF tem vindo ao longo dos tempos a desenvolver no sentido de haver uma maior inclusão”, sustenta o presidente da APADIF, acrescentando que “este é um passo que se vai dando muito devagar porque apesar da sociedade estar mais aberta para esta realidade, ainda encontramos algumas dificuldades”.
A este respeito, José Fialho, considerou que “nos últimos anos têm sido dados passos positivos. Temos tentado organizar festejos a nível local onde as pessoas podem ver que de facto todos podem estar integrados e todos tem uma colaboração a dar à sociedade”, frisou.
José Fialho, entende que iniciativas como esta “são um exemplo para a sociedade”. “De facto o Parlamento é o local onde os deputados fazem as leis e essas leis abrangem todas as pessoas e onde estão incluídos os nossos utentes, por isso virem aqui participar nestas atividades, organizar o presépio no caso do Moviment’Art penso que é extremamente importante e gratificante para eles”, referiu.
O presidente da APADIF, adiantou que a instituição tem cerca de 33 utentes mas, nesta iniciativa estiveram “envolvidos cerca de 20”.

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