Imprimir esta página
06
abril

Identidade regional e a integridade do Estado-nação - “A identidade regional não é incompatível com o Estado-nação”, afirma Ana Luís

Escrito por  Flávia Taibo
Publicado em Geral

Ana Luís, presidente da Conferência das Assembleias Legislativas Regionais da União Europeia (CALRE), foi uma das oradoras do painel “Identidade regional e a integridade do Estado-nação” que teve lugar na semana passada em Estrasburgo.

A presidente da CARLE, Ana Luís, participou como oradora, no passado dia 28 de março, em Estrasburgo, no painel “Identidade regional e a integridade do Estado-nação”, no âmbito da Sessão da Câmara das Regiões do Congresso dos Poderes Locais e Regionais do Conselho da Europa.
Na ocasião, Ana Luís afirmou que “a identidade regional não é incompatível com o Estado-nação, nem é, sequer, um estado prévio ou precursor do nacionalismo regional, do mesmo modo que a descentralização não é sinónimo de um Estado fraco”.
A presidente da CARLE, defendeu que um regionalismo forte e uma ampla descentralização política promovem a identidade regional que é essencial para a afirmação política da democracia regional dos membros da CALRE, referindo também que o reconhecimento institucional, pelo Estado, de uma identidade regional consagrada num regime de Autonomia político-legislativa conduz ao reforço da unidade nacional.
Luís deu o exemplo dos Açores, onde foi “necessário construir uma verdadeira unidade regional destas nove ilhas e das suas populações, reforçando-se também, pelos resultados da governação autónoma, da coesão e unidade internas, a própria identidade do Povo açoriano”, acrescentando que “não quer isto dizer que a afirmação da identidade regional, designadamente quando promovida pela descentralização política, leve forçosamente a movimentos que contraponham o Estado-nação”.
Para a presidente, o centralismo, a distância do poder político, o desinvestimento e a falta de recursos são os principais responsáveis pela descrença no Estado-nação.
A concluir Luís salientou que o “Estado-nação europeu não pode encarar o regionalismo, a descentralização, a subsidiariedade ou a governação multinível como uma ameaça à sua subsistência”.

Lido 117 vezes
Classifique este item
(0 votos)
Login para post comentários