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15
junho

“Marés em Nove Cantos” - Espetáculo do artista Filipe Fonseca e Victor Rui Dores estreia no Dia da Cidade da Horta

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Geral

A Câmara Municipal da Horta apresentou o projeto “Marés em Nove Cantos”, da responsabilidade do artista Filipe Fonseca e Victor Rui Dores.
O projeto vai estrear no Teatro Faialense no Dia da Cidade e encerrará a Semana do Mar. Os mentores do “Marés em Nove Cantos” esperam que o projeto não se esgote nos Açores,
mas chegue ao canal Mezzo e à World Music. Filipe Fonseca e Victor Rui Dores pretendem também apresentar uma candidatura à UNESCO para classificar a música tradicional açoriana como Património Mundial.

“Marés em Nove Cantos” é um projeto musical da responsabilidade do artista Filipe Fonseca e de Victor Rui Dores que será apresentado no Dia da Cidade. O projeto conta com o apoio da autarquia e tem por objetivo a preservação da cultura e história da música açoriana.
Na sua apresentação que decorreu esta semana no Teatro Faialense, o presidente da Câmara Municipal da Horta salientou que o “espetáculo “Marés em Nove Cantos”, é importante não só para a ilha do Faial, mas para os Açores”, na medida em que se trata de “um projeto que tem uma abrangência não só no Faial, mas que parte desta ilha para todos os Açores”.
José Leonardo Silva explicou que este “foi um projeto que nasceu do pensamento destes dois homens e que a Câmara Municipal apoiou com o objetivo de transmitir às novas gerações o seu passado, a sua cultura”, afirmou.
Segundo o presidente “trata-se de um projeto inovador com um enquadramento daquilo que é a tradição, acoplando a inovação, com a conjugação de ligar este projeto ao Dia da Cidade que se assinala a 4 de julho e que espero que tenha grande adesão do público faialense”, defendeu.
O autarca avançou ainda que quem não conseguir assistir ao espetáculo no Dia da Cidade, terá ainda a oportunidade de o ver no encerramento da Semana do Mar. “Vamos fazer com que as nossas tradições e a nossa cultura marquem presença, quer no Dia da Cidade, quer na Semana do Mar”, frisou.
O presidente destacou que este trabalho realizado essencialmente por estes dois “artistas”, que conta com “músicos de grande qualidade, uns locais, outros profissionais”, requereu “um grande envolvimento de ambos por isso esperamos tenha muito sucesso e que não fique só pelos Açores, mas que tenha um alcance internacional e que marque mais uma vez a cidade da Horta e a ilha do Faial”, disse.
“Vai ser um momento de cultura, mas também um momento que vinca bem a cidade da Horta e que nos transporta para o nível internacional e é isso que pretendemos”, finalizou José Leonardo Silva.
Na ocasião, Victor Rui Dores, indo de encontro às palavras do Presidente da autarquia, confirmou que se trata efetivamente de um projeto que se situa entre uma tradição e uma inovação”.
“Tradição porque se pegou nos temas mais emblemáticos do nosso cancioneiro Açoriano, respeitando a beleza e a riqueza melódica, harmónica e rítmica da nossa música tradicional. Inovação porque o Filipe Fonseca conseguiu dar novas roupagens musicais, novos modos de cantar à nossa música tradicional, à nossa música popular”, explicou Rui Dores.
O professor avançou que este evento está a ser preparado há cerca de nove meses. “Este projeto é como um filho que está a nascer, mas que já está bastante consolidado, que envolve mais de trinta pessoas, entre cantores, músicos, bailarinas, pessoal técnico” e que se apresenta “como um espetáculo que temos a certeza que terá não só grande beleza estética, mas também poética, porque há toda uma viagem musical que vamos fazer de Santa Maria às Flores”, adiantou.
“Durante essa viagem musical revisitaremos esses temas já vestidos de outra maneira, teremos a par gente que vem dos melhores músicos do país e cantores que temos localmente. Uma vintena de pessoas, por isso queremos que seja de facto um espectáculo marcante”, sustentou.
Segundo Rui Dores trata-se de “um espetáculo irrepetível que será gravado por uma empresa da Terceira, que irá permitir que o projeto não se esgote nos Açores, mas chegue ao canal Mezzo e à World Music”, revelou.
O professor avançou ainda que deste espetáculo resultará um disco e um DVD, que se espera “dignificar esta cidade, este concelho, estas ilhas, Portugal” e que coloque “a Horta no mapa da música europeia e mundial”, ambiciona.
De acordo com o professor para além da projeção nacional e internacional que pretende para o projeto a “ideia é também levar este espetáculo às 9 ilhas dos Açores”, adiantou.
Filipe Fonseca é músico e produtor musical na empresa Atelier de Animação – Produção de Eventos. Trabalha ainda como músico na RTP, onde todas as quartas-feiras canta e toca no programa matinal “A Praça”, conduzido por Sónia Araújo e Jorge Gabriel. Tornou-se conhecido quando participou no Chuva de Estrelas em 1996. Participou ainda no Festival da Canção em 2001 na 2.ª semifinal, em dueto com Inês Soares interpretando o tema “Amor em Tons de Azul e Branco”, da qual é o autor, letra e música. Faz também parte do elenco do espetáculo “Tertúlia dos 40”, em conjunto com Carlos Daniel e João Ricardo Pateiro, que tem enchido várias salas de espetáculos.
Para o músico “do sonho surge a obra e foi de facto isso que aconteceu. Este é um sonho meu de há muitos anos que agora se tornou viável e que começou pelo acreditar do Presidente da Câmara da Horta”, afirmou Filipe Fonseca no decorrer da apresentação.
Na sua intervenção o artista avançou que de facto “o primeiro intuito desta obra é exatamente pegar na música açoriana, aquela que eu ouvia desde pequenino, e fazer com que as pessoas principalmente a nova geração ouvissem a beleza daquilo que os nossos avós, os nossos antepassados ouviam de uma forma moderna”, frisou.
O músico também defendeu que este espetáculo “viaja”, uma vez que “as pessoas vão ser transportadas para as nove ilhas. Foi escolhida uma música por cada uma das ilhas e termina com três músicas que fazem parte mais ou menos daquilo que é cantado um bocadinho por todas elas. Há um tema original que já tem uns anos que eu fiz com a letra do Victor com intuito de ser gravado por um grande cantor português, mas ainda bem que não foi porque vai ficar muito bem integrado aqui neste espetáculo que termina depois com a nossa chamarrita feita numa abordagem diferente”, divulgou.
O artista adiantou que também já está a ser preparada “uma Tournée Internacional, pela Europa” e que pretende “levar este espectáculo a um dos maiores festivais do World Music”.
“O disco que vai ser lançado cá vai ter uma edição nacional chama-se “Marés em Nove Cantos” e lá fora será “The Sea Songs”. Estamos já a preparar não só a sua passagem no Canal Mezzo como também um dossier para apresentar à UNESCO para candidatar a música tradicional açoriana património mundial”, revelou. 

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