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13
julho

Greve dos Professores - A bola está do lado do Governo Regional, afirmam docentes

Escrito por  Flávia Taibo
Publicado em Local

No dia em que o Ministério da Educação reuniu com os sindicatos, cerca de uma centena de docentes faialenses juntaram-se numa manifestação à porta da Escola Básica e Integrada da Horta para manifestar o seu descontentamento pela contagem do seu tempo de serviço.
“Hoje é o dia em que o Ministério da Educação recebe os sindicatos, sendo, portanto, um dia simbólico para manifestar o descontentamento dos professores do Faial, que estão em greve praticamente há um mês em conjunto com o resto dos professores da Região e do país, pela contagem do nosso tempo de serviço e por aquilo que nos foi prometido, que está no orçamento de Estado e que foi também aprovado na Assembleia da República e que não nos querem contar”, afirma a porta-voz do grupo em declarações aos jornalistas.
Paula Decq Mota sublinha que os governantes têm de entender que “a palavra que dão tem de valer alguma coisa e foi-nos dito que o nosso tempo de serviço ia ser contado”, reforçando que “praticamente todos os funcionários públicos deste país têm as suas regalias repostas e os seus direitos repostos”, pelo que os professores merecem o mesmo.
Para a docente, “a educação neste momento não está a ser valorizada em Portugal e nós iremos até onde for preciso para que percebam isso”, frisando que a própria comunidade o percebe.
“Cada vez mais temos chegado à conclusão que a comunidade está do nosso lado, que entende as nossas convicções e as nossas causas. Que também quer uma escola de qualidade e uma escola de qualidade só se faz com professores motivados e com as condições necessárias para termos uma boa escola”, diz.
Por sua vez, também a professora Isabel Rego, avançou que as notas dos alunos estão dependentes dos governantes, pois enquanto eles não tiverem uma “postura digna para o cargo que ocupam” a luta por esta “reivindicação mais que justa” vai continuar, realçando que “a bola está do lado deles”.
A concluir, Isabel Rego salienta que os governantes vão continuar a perder o respeito que os docentes e a comunidade açoriana teriam por eles, visto que nos Açores esta situação já podia estar resolvida porque temos autonomia. No entanto, diz ironicamente que “temos a autonomia, temos uma bandeira, temos um hino, mas pelos vistos é só isso que temos”.
As docentes avançam ainda que a “adesão à greve no Faial está perto dos 100 por cento” e que praticamente todas as reuniões de avaliação foram adiadas, mais de 100 na Escola Secundária Manuel de Arriaga e mais de 200 na Escola Básica e Integrada o que perfaz um total superior a 300 reuniões adiadas. “Somos cerca de 300 professores na ilha e estamos convictos que este é o rumo certo a seguir”, concluem.

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