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27
julho

Transporte de passageiros do Pico - Trabalhadores da Cristiano, Lda agendam greve em agosto

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local

Os trabalhadores ao serviço da entidade empregadora Cristiano, Lda, do Pico têm uma greve agendada para os dias 6 e 7 de agosto. Em causa está a revisão da tabela salarial e a abertura imediata das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de Oficinas e Garagens com a Câmara do Comércio da Horta (CCH).

Numa conferência de imprensa realizada na quarta-feira da passada semana na Horta, o Sindicato dos Transportes, Turismo e Outros Serviços da Horta, avançou que os trabalhadores de transporte de passageiros da empresa Cristiano, Lda., vão exercer o direito à greve, entre as 00:00 horas do dia 6 e as 24horas do dia 7 de agosto de 2018.
De acordo com o sindicato o objetivo da luta é o aumento dos salários e a abertura do CCT das Oficinas e Garagens com a Câmara do Comércio da Horta.
O Sindicato denunciou que desde 2010 que se encontra bloqueada pela CCH a negociação do CCT de Oficinas e Garagens e que ao longo dos últimos 8 anos os trabalhadores têm desenvolvido todos os esforços junto da CCH, da Agência de Qualificação, Emprego e Trabalho da Horta e da firma Cristiano, Lda, sem no entanto terem obtido qualquer resposta.
No que se refere à Câmara do Comércio da Horta a estrutura sindical avança que apesar de ter conseguido realizar em 2014 uma reunião onde a CCH se “comprometeu” a enviar uma contra-proposta negocial “a verdade é que nunca recebemos nenhuma contra-proposta para revisão do CCT Oficinas e Garagens”, o que demonstra que “não existe da parte da CCH qualquer intenção de negociar a revisão do CCT”, entende o sindicato.
Por outro lado, e em relação à Agência de Qualifica-ção, Emprego e Trabalho da Horta, o sindicato refere que a 26 de março de 2015, “face à ausência de contra-proposta da CCH”, requeram a abertura de processo negocial à qual juntaram a “necessária correspondência para a instrução do mesmo”, por isso não “compreendem nem entendem” que até ao momento “não tenham sido dados os passos necessários para a abertura do processo negocial como a lei estabelece”.
No que se refere à empresa de transporte público de passageiros Cristiano, Lda, os trabalhadores e o sindicato asseguram que “apesar dos esforços para encontrar formas de dialogo”, a empresa nunca “se dignou a responder” às propostas de revisão da tabela Salarial.
O sindicato garantiu que apesar da greve serão assegurados os serviços mínimos.

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